Lançado no último ano do 1º milênio, o aclamado The Sims (Maxis, 2000) dispensa qualquer apresentação, já que a série – que hoje está em sua 4ª edição – vendeu mais de 175 milhões de cópias no mundo todo [fonte].

Completando 15 anos, o clássico criado por Will Wright mudou a percepção que muita gente tinha sobre o que um game poderia ser. Era como se The Sims tivesse aberto as portas para um mundo de infinitas possibilidades… e nós adoramos!

Eu não me lembro exatamente como foi que eu ouvi falar de The Sims pela primeira vez, provavelmente através de um amigo, mas é difícil esquecer como o jogo me cativou… eu já tinha jogado simuladores antes, claro, inclusive Sim City, mas poder controlar pequenos seres humanos – o que fazem da vida, como se divertem, com quem se relacionam e etc. – era um conceito único.

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Little Computer People

Quer dizer… não exatamente único, já que Little Computer People (Activision, 1985) também era um life simulator com um personagem vivendo em uma casa, mas a diferença é que The Sims permitia que você tivesse controle absoluto sobre seu personagem.

Minha parte favorita em The Sims era construir a própria casa. Usar as prontas do jogo era prático, mas comprar um terreno e levantar parede por parede é algo essencial para quem quer curtir o game por completo… eu gastava incontáveis horas na criação das casas, consultava revistas de imóveis para referência e estava sempre imaginando como poderia melhorar o lar doce lar do meu Sim.

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Eu gastava tempo demais nos modos compra e construção!

Vamos às compras

Outra coisa que tomava muito do meu tempo (e do meu dinheiro, mas nada que klapaucius não resolvesse) era a decoração, apesar de que eu costumava comprar sempre os mesmos ítens. Embora tivesse muitas opções, o modo compra do The Sims original com o tempo acabou ficando repetitivo, problema sanado conforme a Maxis foi criando as 7 expansões – era engraçado que toda vez que eu ganhava uma nova versão do jogo a primeira coisa que eu queria ver eram quais novos ítens tinham aparecido no modo compra.

Criando com o Paintbrush

Como na época eu não tinha internet em casa e dependia da disponibilidade do meu vizinho (e do limite dos disquetes) para baixar ítens nas comunidades de mods, eu me limitava às opções originais do The Sims ou aprendia a criar eu mesmo os objetos.

Foi o que eu fiz! Com alguma restrição, modificava a mobília do jogo e criava minhas próprias mesas e cadeiras (basicamente cores novas), quadros e pôsteres, mas principalmente roupas… usando o Paintbrush do Windows. Eu nunca soube porque, mas o que eu criava no Photoshop nunca funcionava (as roupas e rostos apareciam em branco no jogo), então eu tinha que abrir o arquivo no Paint e salvar de novo, ou criar direto no software da Microsoft, aí ele funcionava.

Ah, van vesua! Cummuns nala

Sempre gostei demais dos diálogos em The Sims e como eles permitiam que a gente pudesse imaginar (e às vezes até discutir) o que os personagens estavam dizendo.

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As caixas de texto também davam personalidade ao jogo.

Na época achei genial que eles criaram uma nova língua fictícia, chamada Simlish, porque não só dava muita personalidade aos Sims, mas também não era enjoativa. Imagine ouvir sempre as mesmas frases prontas em Português, rapidinho ia perder a graça. Mas porque é impossível compreender o que os personagens estão dizendo, também não incomoda ouvir a mesma frase repetidas vezes.

Trilha sonora inesquecível

Nunca fui de ligar o rádio, então as músicas que mais me marcaram foram as dos modos de construção e compra. Compostas por Jerry Martin e Marc Russo, eram a trilha mais suave que eu já tinha ouvido em um game: charmosas, cativantes, com uma levada light music dos anos 50 que evocava o clássico americano.

Ouvir a trilha sonora de The Sims traz de volta lembranças das tardes depois da escola, em que eu sentava na frente do computador pra jogar. Uma das minhas faixas favoritas, do modo construção, um solo de piano improvisado em estilo New Age:

O primeiro The Sims marcou de uma forma como poucos games são capazes; foi uma febre, todos os amigos jogavam, às vezes a gente juntava 5 moleques para ficar revezando (3 dias cada um) cuidar da família; inspirou comunidades criativas; definiu o caminho para algo que é hoje muito mais completo e complexo do que aquele “eu” de 14 anos podia imaginar; fiz questão de comprar todos originais. É um dos meus jogos favoritos de todos, nem acredito que já se vão 15 anos, parece que o tempo passou pelo botão 3 do teclado. 🙂

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