Deixe-me explicar o título deste post resumidamente: depois de 1 ano do lançamento da primeira metade de Broken Age (leia meu review), a Double Fine conseguiu entregar uma segunda parte relevante, imersiva e mais complexa… fazendo com que a longa espera tenha sido muito bem recompensada!

Imagino que seja um desafio e tanto fazer com que a continuação de um game tenha tanta expressão quanto o original e se mantenha fiel a ele – mas Tim Schafer fez isto muito bem – por isso acredito que Broken Age seja o exemplo de como um bom jogo deve ser desenvolvido. Há surpresas e revelações, mas o mundo continua familiar, e este é um de seus pontos fortes.

A primeira metade do game termina em um suspense tremendo (se ainda não jogou, recomendo que o faça). Não sei exatamente se o estúdio já tinha escrito a história completa a partir daquele momento mas, se não, souberam encerrar o primeiro capítulo com maestria, porque passei 1 ano inteiro ansioso pela continuação – que se provou ainda melhor que a primeira parte, revelando detalhes do enredo e reviravoltas na trama que eu jamais esperaria!

Eu adoraria falar de todas as vezes que me surpreendi com a história de Broken Age, mas não quero dar nenhum spoiler… ah, que saudade eu estava de um bom adventure de Tim Schafer.

Nesta segunda metade, os puzzles também são mais complicados e mais inteligentes. É preciso uma atenção muito maior aos detalhes – e uma boa dose de anotações. Eu arrisco dizer que a developer decidiu desafiar mais o jogador, colocando-o para explorar e analisar melhor as possibilidades dos cenários que já conhecia.

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Além disso, o jogo te obriga a alternar mais entre os protagonistas Vella e Shay. Na primeira metade, você podia jogar até o fim com um personagem e depois com o outro, mas desta vez não porque, em partes, a dica/resolução de um puzzle a ser feito com Shay deve ser encontrada no mundo de Vella, e vice-versa. Há um caso em que as ações precisam ser feitas com os dois, em uma ordem pré-determinada, alternando o tempo todo! Perdi a conta de quantas vezes repeti o final do jogo até entender essa ordem… mas a satisfação de solucionar o quebra-cabeça não podia ser maior.

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Foram 10 horas e 29 minutos muito bem gastos! Ei, eu cresci jogando adventures point-and-click e sempre adorei o gênero, por isto ter um jogo novo no estilo, e com a qualidade que tem Broken Age, me faz feliz. Apesar da bizarra mitologia envolvendo sacrifícios humanos e das tartufices espaciais, Broken Age é uma grande história que mostra como duas pessoas – não importa quão insignificantes – podem fazer a diferença.

Um comentário sobre ldquo;Broken Age exemplifica como um bom jogo deve ser feito

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