Se a Nintendo se nega a desenvolver um novo F-Zero (apesar das súplicas dos fãs), cedo ou tarde alguém ia fazer… assim surge FAST Racing NEO, exclusivo para Wii U lançado pela alemã Shin’en no final de 2015, que mistura visual futurista, altíssima velocidade e dificuldade desumana.

fast-racing-neo-3Uma evolução óbvia de seu antecessor FAST: Racing League, lançado em 2011 digitalmente no Wii, FAST Racing NEO lembra muito mais a série Wipeout (SCE Studio Liverpool) do que o game de corrida da Big N, especialmente se compararmos o design dos veículos e das pistas – os corpos alongados das naves têm aquele visual cyber dos anos 90 que a gente encontrava em Wipeout. Infelizmente, sua dirigibilidade não é tão satisfatória quanto dos games aos quais FAST Racing NEO presta homenagem, mas não a ponto de se tornar um problema; é questão de costume. As dezesseis pistas, por outro lado, apresentam uma variedade maior de visual – de florestas a cidades, de neve a lava – e dinâmicas que acrescentam replay value ao jogo.

Um novo fôlego ao gênero

O gênero sci-fi racing pode ter sumido há mais de uma década, mas FAST Racing NEO introduz uma mecânica que traz um sopro de ar fresco ao estilo: chamada Phase Shifting, ela consiste em alternar a polaridade do campo de energia dos veículos – ação necessária para tirar vantagem da velocidade extra oferecida nos boost pads, faixas coloridas de energia que lembram as Pit Areas de F-Zero, com a diferença que se você passar por um boost pad com a cor correta irá acelerar, mas com a cor oposta terá a velocidade de seu veículo reduzida.

Alternar a polaridade na hora certa vai acelerar seu veículo
Alternar a polaridade na hora certa vai acelerar seu veículo

Um jogo para arrancar seu couro

Uma característica que eu considero problemática, pois pode afastar novos jogadores, é a dificuldade extrema do game. Ele não te pega pelas mãos para um passeio! Conforme você vai avançando nos novos campeonatos, FAST Racing NEO vai crescendo de “difícil” para “brutalmente difícil” – a ponto de ser um pouco desanimador. A inteligência dos oponentes (que não é pouca) aumenta, a velocidade das corridas chega a dobrar, e não há mais margem para erro.

“Você precisará fazer uma corrida quase perfeita para pegar o 1º lugar, e o menor erro – seja perder um boost pad, bater nas paredes ou em um obstáculo – será a diferença entre a primeira e a última colocação”, escreve Cassidee Moser para o site IGN.

A única saída é, literalmente, decorar cada circuito. Em um jogo limitado como FAST Racing NEO, a repetição pode acabar deixando de ser motivo para aumentar suas habilidades e ficar chato mas, se você quiser mesmo dominar as corridas futuristas, precisará jogar várias e várias vezes cada fase. O jeito mais divertido, eu sugiro, é aproveitar o multiplayer split-screen local com até 4 jogadores – característica cada vez mais rara nos jogos das gerações mais recentes – assim você aprende cada circuito mas também se diverte com os amigos.

fast-racing-neo-2

Vale o preço

Por US$15 (cerca de R$60), FAST Racing NEO possui boa relação custo-benefício; na falta de um F-Zero, o jogo cumpre bem o papel de substituto, além de implementar novas mecânicas. Ele também roda liso a 60 fps que, aliados à velocidade estonteante e os belos gráficos, são um deleite para os olhos. Vale a pena experimentar; recomendo não somente aos antigos fãs de F-Zero e Wipeout, mas também para quem busca um estilo de corrida único em uma geração saturada com as mesmas franquias de sempre.

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