Coincidentemente os dois últimos games mobile que joguei se passam em planetas alienígenas. Duas experiências bem diferentes recheadas de ação, suspense e encontros imediatos do quarto grau*.

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O primeiro é Space Age: a Cosmic Adventure (Big Bucket, 2014), jogo de aventura retro-futurista do estilo point-and-click que se passa no ano de 1976. Inspirado nas óperas espaciais dos anos 50, com visual dos jogos clássicos dos anos 90 e re-imaginado para aparelhos móveis, Space Age te coloca entre um grupo de exploradores que chegam a um planeta que acredita-se ser inabitado, somente para descobrir que há algo estranhamente familiar no lugar.

Contada em estilo cinematográfico e com trilha sonora orquestrada, a história, apesar de um pouco clichê, vai se revelando mais profunda e interessante com o passar dos episódios, sendo que um dos acontecimentos mais intrigantes se passa em uma realidade paralela à do protagonista. Também achei bela sacada que a developer copiou uma característica dos RTS como Starcraft e escondeu o mapa, que vai ficando visível conforme o personagem anda na tela – uma ótima ideia, que enfatiza o “desconhecido” do planeta.

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O outro jogo é Lifeline (3 Minute Games), inspirado nos antigos adventure de texto como Zork, em que o jogador interage com um(a) viajante espacial sozinho(a) em um planeta deserto. Se for um dos poucos a possuir um Apple Watch, você irá se sentir usando algum tipo de comunicador high-tech de filmes de ficção científica.

O objetivo de Lifeline é ajudar Taylor (nunca fica claro se é um homem ou uma mulher) a sobreviver enquanto busca socorro para sair do planeta hostil. O interessante é que Taylor precisa de tempo para realizar certas ações – como caminhar até um ponto ou construir um aparelho – e por isto você precisa esperar minutos ou até horas para poder interagir com o jogo novamente. A história é imersiva e certas decisões vão te fazer parar e pensar nas conseqüências antes de dar uma resposta.

Ambos games são recomendados, me diverti com eles, mas Space Age é mais interessante, divertido e visualmente atraente, embora Lifeline deixe as portas abertas para a imaginação.

*Um encontro do quarto grau é quando o observador passa por uma “experiência de transformação de seu senso de realidade”, incluindo casos de não-abdução taxados de simples alucinação ou sonho.

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