Guia ilustrado para se proteger contra itens falsos

Desde que comecei a colecionar, há alguns anos, já vi quase de tudo; fui enganado por vendedores na internet; tive dificuldade de diferenciar cartuchos de GBA nas minhas mãos; comprei cartucho relabel achando que era original… mas aprendi a me defender contra quaisquer eventualidades e diferenciar um item original de um falso.

Falso, na linguagem contemporânea, é paralelo*; mas não se deixe enganar, não deixa de ser pirataria! A minha intenção com este post é apontar características comuns aos itens originais e ajudar você, que coleciona ou está iniciando uma coleção, a se proteger de comprar gato por lebre.

*Ou “alternativo”, que também é depreciativo.

Para não correr o risco de comprar um produto paralelo, a primeira dica (e mais importante) é: saiba de quem você está comprando. Se você já conhece o vendedor, visitou sua loja e comprou algumas coisas originais antes, então as chances de adquirir um produto falso são menores. Na internet, procure qualificações do vendedor e saiba o que os consumidores falam dele nos fóruns – e sempre peça fotos reais do produto. Eu tenho duas lojas de confiança que compro sempre e um amigo colecionador que me ajuda quando vou atrás de cartuchos raros, que podem ser bem caros.

A segunda dica é: na dúvida, tenha sempre um original para comparar. Parece óbvio, mas muita gente deixa passar esta que é a melhor solução para evitar que você compre produtos paralelos. Saiu para a rua? Leve um cartucho original na mochila. Vai comprar pela internet? Tenha um original nas mãos para comparar os detalhes com as fotos do vendedor. Alguns produtos, como cartuchos de Nintendo DS, são difíceis de diferenciar, mesmo quando estão na sua mão… portanto ter um original ao lado para comparar vai facilitar bastante.

A terceira dica é: estude e aprenda todos os detalhes que tornam um produto original. Assim você irá perceber, cada vez com mais facilidade, quando um item é falso e evitar jogar dinheiro no lixo (como eu já fiz). Embora seja impossível elencar todas as possibilidades, a intenção deste post é te ajudar com a terceira dica, criando uma lista compreensiva de características encontradas em produtos paralelos:

Consoles

Consoles piratas são algo com o qual você não precisa se preocupar (tanto). O mercado está cheio de cópias baratas como o famigerado PolyStation e também opções um pouco melhores que rodam cartuchos originais*, como o Dynavision, mas nenhum deles é visualmente igual aos consoles originais e portanto fáceis de identificar.

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Existem sim consoles piratas que são visualmente idênticos aos originais (veja este vídeo e este post), mas eles são muito difíceis de encontrar então não representam uma ameaça real; além disto, poucos consoles foram falsificados, porque não vale a pena financeiramente, devido à complexidade e quantidade de peças utilizadas.

*Eu escrevi um post sobre o assunto em 2014, como alternativa para quem quer experimentar jogos antigos gastando pouco, economizar espaço ou até poupar o hardware dos consoles originais, mas não é algo que eu teria em minha coleção.

Cartuchos

O grande mercado de produtos paralelos está nos cartuchos e afeta principalmente jogos da Nintendo. Cartuchos paralelos são muito fáceis de encontrar, oferecidos livremente nas lojas e na internet, piratas ou “repro” (reproduction cartridge) e com vários níveis de qualidade – do mais podre ao mais difícil de diferenciar.

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Retículas (pontinhos) da impressão off-set, impossíveis de copiar com uma impressora comum

A primeira característica básica a ser notada deve ser sempre a label (etiqueta) do cartucho – labels originais são impressas em processo off-set* –, porém, como é comum a prática de substituir a label gasta de cartuchos originais (o chamado relabel) ela sozinha não vai definir se o produto é original ou não. Uma característica comum entre cartuchos paralelos é a falta de parafusos e de qualquer identificação da empresa fabricante (que no caso seria Nintendo ou Sega, por exemplo).

Um pensamento básico ao analisar cartuchos é: “este cartucho está a par da qualidade que se espera de uma grande empresa como a Nintendo/Sega? O plástico parece de qualidade? A label parece impressa corretamente? Os encaixes parecem bons?” Resumindo, se você não sentir firmeza na qualidade do cartucho, pode ser porque ele não é original.

*Como os pontos são muito pequenos, você pode checar o tipo de impressão usando um conta-fios, tipo de lupa para verificação de trabalhos técnicos de impressão off-set e rotogravura e usado também na indústria têxtil.

Atari 2600

Na minha opinião (e acredito que outros colecionadores compartilham desta ideia) as variações de cartuchos de Atari 2600 – e até mesmo os consoles – não se enquadram diretamente na categoria de paralelo, e a explicação é a seguinte: naquela época, no Brasil, era proibida a importação de equipamentos eletrônicos, incluindo video games. Era a tal da “Reserva de Mercado” que exigia que estes produtos fossem fabricados localmente e por empresas tupiniquins, uma forma de incentivo da indústria nacional de eletrônicos. Isto abriu as portas para que empresas como Canal 3 e Dynacom começassem a fabricar cartuchos e consoles, acompanhados nos anos seguintes por outras como Dactar, Cosmovision, CCE, Genus… eram mais de 20 pequenas empresas fabricando cartuchos compatíveis com o Atari 2600 no Brasil.

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Foi só em 1983 que a Polyvox, uma subsidiária da Gradiente, lançou oficialmente o Atari 2600 no Brasil, graças a um acordo com a americana Atari Corp. Os cartuchos da Polyvox seguiam o mesmo padrão original da Atari: todos com caixa e manuais coloridos, impressos em off-set, cartuchos com formato igual aos norte-americanos e etc.

Eu, particularmente, só coleciono cartuchos da Polyvox porque, tecnicamente, são os únicos produtos originais da Atari no Brasil. No entanto, como eu disse, os cartuchos das outras empresas não são necessariamente paralelos, e são colecionáveis dada sua importância na história dos games em nosso país.

Nintendo Entertainment System

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Cartucho Knock-Out!! para Phantom System

Este é outro console afetado pela “Lei de Reserva de Mercado” no Brasil e por isto haviam na época os clones nacionais como o Dynavision II e o Phantom System, cujas fabricantes produziam não somente consoles, mas também cópias dos jogos. Os cartuchos fabricados no Brasil são facilmente identificáveis*, pois normalmente têm formato e cores diferentes, além de nomes trocados ou traduzidos para o Português.

Mesmo cartuchos gringos paralelos encontrados na internet são fáceis de identificar, pois a imensa maioria utiliza carcaça semelhante aos cartuchos do Famicom. O NES possui uma gama de jogos não-licenciados, os quais obrigatoriamente possuem formato e cores diferentes do original (leia mais neste link).

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O mercado para cartuchos piratas de NES nos Estados Unidos é quase inexistente – salvo o mercado de homebrew –, então é seguro comprar jogos de “Nintendinho” lá fora. Em todo caso, algumas características que definem um cartucho original são:

  • Todos os cartuchos são do mesmo formato retangular;
  • Cartuchos são na cor cinza escuro (mesma cor da metade de baixo do console), com as únicas exceções sendo The Legenda of Zelda e The Adventure of Link;
  • Carcaça possui o logotipo Nintendo em alto relevo no verso;
  • Cartuchos bem antigos possuem 5 parafusos do tipo Gamebit, mas a imensa maioria tem apenas 3;
  • Labels originais são impressas em off-set e possuem o selo de qualidade** em cor especial dourada, que tem certo brilho.

*Os cartuchos nacionais podem ter valor colecionável, assim como os de Atari 2600, por serem parte da história da indústria dos games no Brasil, se fizerem parte de uma coleção de Phantom System, por exemplo – e não de NES – já que muitos brasileiros cresceram com consoles clone em casa.

**O Nintendo Seal of Quality tem formatos e textos diferentes, e a primeira tiragem de alguns jogos originais de NES pode não te-lo impresso na label (exemplo), então é interessante conhecer as variantes.

Master System

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O Sega Master System foi fabricado e distribuído pela brasileira Tec Toy desde 1989 e fez um sucesso estrondoso por aqui, por isto, a quantidade de cartuchos originais no mercado é enorme, a preços baixos. Eu nunca ouvi falar em cartuchos piratas para Master System, mas é comum encontrar cartuchos originais com label substituído – o que não afeta tanto o visual, já que todos são um quadriculado vermelho (ou azul, no caso de relançamentos) com o nome do jogo em branco.

Mega Drive

O Sega Mega Drive, tal qual seu irmão mais velho, foi produzido localmente pela Tec Toy, de 1990 a 2002, então a oferta de cartuchos originais a preços baixos é bem grande*; no entanto, o que o diferencia de seu parente 8-bit é que o Mega Drive foi muito pirateado. Felizmente, os cartuchos paralelos para Mega Drive são fáceis de serem reconhecidos pois normalmente têm labels mal-feitas, com proporções incorretas e quase sempre faltando os logotipos da Sega e da developer, entre outras informações.

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Uma característica que me incomoda nos produtos da Sega é a falta de padrão. Há uma grande variedade de layouts das labels; alguns cartuchos possuem formato diferente, dependendo da fabricante (como os da Electronic Arts), mas a imensa maioria são cartuchos pretos básicos. Algumas características podem ser observadas nos cartuchos originais:

  • Labels originais são impressas em processo off-set usando papel adesivo fosco;
  • Cartuchos americanos têm o nome Genesis na label, presença do logotipo SEGA em alto relevo no verso e parafusos do tipo Gamebit;
  • No caso de cartuchos nacionais, deve haver o nome Tec Toy e o endereço da fábrica no verso, além de parafusos Philips;
  • Caso seja possível abrir o cartucho, os jogos nacionais também têm um selo da Tec Toy com o número de série colado em seu interior;
  • Há poucas variações no formato da carcaça, nos textos e logotipos do verso mas grande variação no layout das labels, então vale a pena pesquisar imagens antes de comprar os jogos;
  • Alguns cartuchos possuem o Selo de Qualidade na label, embora a Sega não obrigasse as developers que seus jogos cumprissem exigências, como fazia a Nintendo, portanto, é válido pesquisar quais jogos receberam o selo;
  • Os PCBs são de formato semelhante, embora hajam variações dependendo do país em que foram fabricados. Você pode verificar este tipo de informação em sites como Guardiana;
  • Somente cartuchos europeus possuem um buraco na lateral, portanto qualquer cartucho não-europeu com um buraco na lateral será falso.

*Apesar da grande oferta de jogos originais baratos, o Mega Drive também tem um mercado crescente de cartuchos repro que, acompanhados da caixa de plástico (com reprodução da capa), chegam a custar acima dos R$100.

Maximum Carnage

Diferente dos cartuchos da Nintendo na época, a Sega não dava nenhuma atenção para variações de cor. A única exceção em toda a biblioteca oficial do Mega Drive é Spider-Man and Venom: Maximum Carnage (Software Creations, 1994) que, assim como no console rival, também foi lançado cartucho na cor vermelha.

Vale lembrar que ele também foi produzido na carcaça preta comum, então ambas variações podem ser encontradas e são originais. Tanto a label com o nome Genesis (foto) quanto Mega Drive estampam cartuchos vermelhos e pretos.

Sonic & Knuckles

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Este cartucho é uma exceção à regra e seu caso merece ser comentado porque confundiu a cabeça dos jogadores na época em que foi lançado. O cartucho original de Sonic & Knuckles (Sega, 1994) possui formato diferente dos outros, com uma tampa e encaixe na parte superior (tecnologia “lock-on”) para que o jogador conecte cartuchos de Sonic the Hedgehog 2 ou 3, permitindo que estes sejam jogados usando o equidna Knuckles.

A confusão está no fato de que o cartucho falso tem o mesmo formato dos cartuchos comuns originais do Mega Drive, então na época muita gente comprou o pirata sem saber (e compra até hoje).

Game Boy & Game Boy Color

Sem possuir nenhum dos protocolos de segurança dos consoles de mesa da Nintendo, o portátil não só rodava jogos de qualquer região, como também não se importava muito com o que estava dentro do cartucho. Sendo assim, não demorou nada para que surgissem cartuchos paralelos rodando ROMs ripadas.

Mas assim como acontece com o Mega Drive, os cartuchos paralelos de Game Boy e Game Boy Color costumam ser de péssima qualidade, então é difícil ser enganado – as labels são mal-feitas (e normalmente escritas em japonês), os cartuchos são pesados e com plástico de baixa qualidade. Também são comuns os cartuchos que oferecem diversos jogos*, conhecidos como multicart, mas como somente sete foram lançados oficialmente, se você encontrar um, ele provavelmente será pirata.

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Algumas características que diferenciam cartuchos originais de Game Boy e Game Boy Color dos piratas são:

  • A imensa maioria de cartuchos de Game Boy são da cor cinza, com exceções óbvias como os cartuchos coloridos de Pokémon e um punhado de outros;
  • A carcaça dos cartuchos de Game Boy Color é transparente, com exceção dos jogos compatíveis com o primeiro Game Boy (exemplo: Link’s Awakening DX) que têm carcaça preta;
  • Cartuchos originais possuem o selo de qualidade Nintendo em cor especial dourada e um número gravado em baixo relevo na label, característica que nenhum paralelo possui;
  • A frente do cartucho possui os dizeres “Nintendo GAME BOY” gravados em alto relevo ou “GAME BOY COLOR” gravados em baixo relevo; os cartuchos paralelos possuem gravados os dizeres “GAME” ou “GAME COLOR” ou então não há nada escrito;
  • O verso do cartucho de Game Boy diz “Made in Japan”, sendo que o cartucho pirata normalmente não diz nada; já o verso do cartucho de Game Boy Color possui o logotipo da Nintendo e, embora o pirata também possa apresentar o logo, ele é notavelmente escrito errado;
  • Cartuchos de Game Boy são leves porque não possuem bateria (salvo exceções, como Pokémon) e o jogo é salvo na própria SRAM; as cópias piratas, no entanto, possuem bateria e por isto são mais pesadas. Esta regra não se aplica aos jogos de Game Boy Color porque estes possuem bateria;
  • Todos os cartuchos possuem o código do jogo gravado na label, sendo que os de Game Boy começam com DMG e os de Game Boy Color começam com CGB. Esta regra não se aplica a alguns games fabricados no Brasil pela Playtronic, porém estes têm um adesivo com número de série no verso.

*Quando era criança, tive um multicart que oferecia 92 jogos no mesmo cartucho, mas a grande maioria sequer funcionava.

Game Gear

Lançado em 1990 como resposta ao Game Boy, o Sega Game Gear nunca obteve o mesmo sucesso que seu concorrente, mesmo com sua incrível (sic) tela colorida. Mesmo assim, o mercado de cartuchos paralelos – especialmente multicarts – para o portátil floresceu e, embora a maioria seja fácil de distinguir, existem cópias semelhantes aos jogos originais, que podem enganar o comprador distraído.

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O colecionador de Game Gear enfrenta um problema peculiar, no entanto: assim como no Mega Drive, a falta de consistência no design das labels faz com que mesmo jogos originais possam ser confundidos com paralelos, porque há várias diferenças dependendo da região e época do lançamento. Há variações com tarja roxa e o logotipo, com tarja vermelha, somente com o logotipo, somente com o nome Game Gear e por aí vai. Tirando as labels, as características que os cartuchos originais têm em comum são:

  • Os cartuchos são pretos, possuem duas linhas para aderência e dez bolinhas em alto relevo;
  • Logotipo Sega gravado em alto relevo na frente do cartucho;
  • Códigos das patentes gravados em baixo relevo no verso e parafusos do tipo Gamebit;
  • Cartuchos nacionais da Tec Toy não possuem identificação do console na label ou no verso;
  • Cartuchos paralelos podem ter a palavra “Game” no lugar do logotipo Sega.

Super Nintendo

De todos os consoles retro, o Super Nintendo é de longe o mais querido, lar para inúmeros clássicos. Porque seus cartuchos são extremamente colecionáveis, com preços que variam de poucos dólares a até quatro dígitos, são os que eu darei maior atenção neste post. Buscando anúncios de games de SNES na internet e nas lojas retro, você vai perceber que a maioria está sempre etiquetada como “raro”, o que no geral não é bem verdade – mas essa palavrinha inflaciona os preços dos cartuchos, incentivando o mercado a ser abastecido com jogos paralelos.

Caso seja possível ver o circuito (por foto ou pessoalmente), você pode verificar sua autenticidade em sites como SNES Central ou imprimir as informações que quiser verificar se for à loja ou encontrar o vendedor na rua (sim, eu já fiz isso). Faça a busca pelo número gravado no chip. Quanto mais informações você puder juntar, melhor.

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Eu entendo que alguns jogos como Mega Man 7, Earthbound, E.V.O. e Aero Fighters têm preços fora do alcance da maioria das pessoas e não critico quem oferece opções paralelas destes games – afinal de contas, além de colecionar, o que vale é jogar – mas estes exemplos que dei são de jogos custando acima dos R$1.000, porém tornou-se corriqueiro encontrar ofertas de cartuchos paralelos para jogos que são baratos, como Super Mario World, e por conta disto acontecem casos de paralelos custando R$130 ou R$150. Sério, um pirata custando R$150!

A minha primeira dica deste post – saiba de quem você está comprando – vale muito na hora de adquirir seus jogos de Super Nintendo. O jeito mais seguro de descobrir se um jogo é original é abrindo o cartucho e olhando o PCB (placa de circuito impresso). Porém, como isto nem sempre é possível, você deve prestar atenção nas seguintes características, que definem um cartucho original:

  • Labels originais são impressas em processo off-set, usando papel adesivo semi gloss coladas bem alinhadas no cartucho;
  • O selo de qualidade Nintendo é impresso em cor especial dourada, que possui certo brilho. Cartuchos nacionais da Playtronic têm o selo de qualidade tanto em cor especial dourada (sem brilho) quanto em quadricromia;
  • A label traseira tem um número gravado em baixo relevo;
  • Todo cartucho original utiliza parafusos do tipo Gamebit;
  • Deve haver o logotipo Nintendo em baixo relevo no verso do cartucho;
  • O PCB dos cartuchos de Super Nintendo é verde escuro e possui o logotipo Nintendo, ano de fabricação e outras informações gravadas;
  • Todo PCB possui ROMs em circuito integrado (com exceção de Star Fox), soldas perfeitas, além do circuito de desbloqueio CIC, e não há nenhum fio elétrico.

Original, pirata e repro

Tendo em vista a grande variedade de cartuchos de Super Nintendo encontrados por aí – uma grande mistura de originais, piratas e repros – é válido deixar claras as diferenças entre eles. Decidi usar como exemplo o jogo Harvest Moon (Natsume, 1996) – um dos mais raros e mais pirateados – e ilustrar as peculiaridades de cada tipo de cartucho e, para isto, comprei uma cópia paralela comum e um cartucho repro (muito bem-feito, por sinal) para comparar com meu cartucho original. Eu definiria, de forma bem básica, os cartuchos paralelos como:

  • Os cartuchos piratas mais comuns são feitos com peças baratas, reduzindo ao máximo o custo de produção (plástico de baixa qualidade, ausência de parafusos, etc.), por isto existem aquelas bolhas pretas de resina epóxi*, conhecidas como glop-top, coladas nos microchips: sua função é cobrir os circuitos do chip-on-board (COB) que, por serem de baixo custo, não possuem encapsulamento plástico e os terminais metálicos;
  • Essencialmente um subproduto da emulação, o repro (reproduction cartridge) é um cartucho original modificado. Ele pode ser um jogo dublado em Português (caso comum com RPGs), hackeado com regras alteradas, pode ser um protótipo ou homebrew e o caso mais comum de todos, um cartucho original com chip EPROM ou TSOP** reprogramado com outro jogo, usando arquivo baixado na internet. Mas não se engane, ainda é pirataria.

*O único cartucho original que usa resina preta é Star Fox.

**Se houver qualquer dúvida se um chip é original ou reprogramado, procure seu código numérico na internet, e você encontrará a resposta.

As fotos a seguir são para ilustrar de maneira geral as diferenças entre um cartucho original, um paralelo e um repro. Entenda que há vários níveis de qualidade de cartuchos piratas, do mais podre ao mais decente; também há muitas diferenças em repro porque dependem das condições do cartucho doador e da maneira como a pessoa modifica o cartucho, que tipo de ROM utiliza e até suas habilidades com solda:

Nintendo 64

Diferente de seus antecessores, o menos popular Nintendo 64 não foi muito pirateado porque seus cartuchos são mais sofisticados mas, ainda assim, lembro que um amigo da escola tinha Mortal Kombat e Top Gear Rally falsificados, afinal de contas, os chineses ao menos tentaram.

cartuchos-n64

O fato é que somente alguns poucos cartuchos da primeira geração foram pirateados: o trabalho não era financeiramente viável, os cartuchos de Nintendo 64 têm ROM muito maiores, então os chips custam mais caro, isto sem contar a armação de metal no interior. Você dificilmente cruzará o caminho com um cartucho paralelo de Nintendo 64 mas, se um dia encontrar um, lembre-se de reparar em um detalhe que nunca esqueci: os parafusos não são reais, eles são de plástico e fazem parte do molde do verso do cartucho!

Sendo assim, sabendo que o cartucho é certamente original, eu sugiro que você só preste atenção em alguns detalhes que podem afetar o valor do produto e a consistência da sua coleção:

  • Cartuchos recondicionados/repintados;
  • Parafusos Gamebit substituídos por parafusos comuns;
  • Label frontal e/ou traseira substituída (relabel) como na foto abaixo:
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Cartuchos Goldeneye 007 originais, com label original (esq.) e relabel (dir.). Apesar de muito bem-feita – em comparação à original – a label substituta foi impressa em jato de tinta com resolução mais baixa (repare como o branco do logo do console possui pontos de impressão). Clique na imagem para ampliar.

Game Boy Advance

Além do Super Nintendo, é no Game Boy Advance que a identificação de um cartucho paralelo começa a ficar complicada. Eu já fui enganado por um cartucho pirata que estava nas minhas mãos, mas meu amigo colecionador me deu umas dicas, um dos motivos pelos quais decidi escrever este post.

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Ele me disse que no GBA os piratas têm trabalhado bem e copiado diversas das características que identificam um cartucho original, portanto é necessária atenção redobrada. Como é mais fácil encontrar no mercado um cartucho paralelo de Game Boy Advance do que um original (acredite), as características a serem notadas são:

  • Cartuchos originais são de cor cinza escuro (com exceção dos Pokémon e Classic NES Series, por exemplo), portanto tenha um cartucho original em mãos para poder comparar a cor;
  • Mesmo cartuchos paralelos possuem label impressa em off-set (porque são fabricados em larga escala) portanto é difícil identificar um pirata só pelo tipo de impressão. Minha sugestão é: conheça bem a label do jogo – você pode verificar em sites como Games Database – e compare os detalhes com o cartucho que você pretende comprar;
  • Labels originais possuem o selo de qualidade em cor especial dourada;
  • Os dizeres GAME BOY ADVANCE em relevo na frente do cartucho devem estar bem demarcados, com as letras legíveis e consistentes. Este é um detalhe que pode enganar os olhos, então preste atenção;
  • O logotipo Nintendo no verso deve parecer legítimo. Mesmo cartuchos paralelos possuem o nome Nintendo, porém são perceptíveis os defeitos nas letras. Cartuchos nacionais originais possuem o selo Gradiente e número de série;
  • Verifique a parte de baixo do cartucho, deve haver o logotipo Nintendo visível no PCB, acima dos contatos. Os cartuchos paralelos às vezes também possuem o nome Nintendo gravado no chip, mas com o tipo de letra errado;
  • Jogos de Game Boy Advance são salvos em memória flash, portanto os cartuchos originais não possuem bateria (com exceção de Pokémon, veja abaixo);
  • Cartuchos originais utilizam parafuso do tipo tri-wing, cuja fenda possui o formato da letra Y;
  • Se for comprar pela internet e a origem do cartucho for Taiwan ou Hong Kong, por exemplo, é quase certeza de ser paralelo, porque estas regiões não possuem leis de direitos autorais.

Pokémon

O perigo com jogos de Pokémon é que eles mantém seu valor mesmo com o passar dos anos e as diversas revisões e remakes. Não é difícil encontrar, por exemplo, um Pokémon FireRed usado custando na faixa dos R$ 160, o que é um chamariz para a pirataria e, sem dúvida, a série dos monstrinhos de bolso é a mais falsificada. É fácil confundir um cartucho Pokémon paralelo com um original, portanto, além das características citadas acima, preste a devida atenção em mais estes detalhes:

  • Conheça o preço que está sendo pedido pelo cartucho original. Quando a esmola é grande, o santo desconfia, então cartuchos muito baratos podem ser um sinal de que é paralelo;
  • Cartuchos Pokémon são sempre coloridos, acompanhando a cor da versão. Ruby é vermelho transparente, Sapphire é azul transparente, Emerald é verde transparente, FireRed é vermelho claro e LeafGreen é verde claro;
  • As labels originais são metalizadas e holográficas, diferente dos paralelos que normalmente são feitas com adesivo comum brilhante, embora eu já tenha visto label metalizada em cartucho pirata;
  • Cartuchos originais possuem um número gravado em baixo relevo na label, característica que nenhum paralelo possui;
  • Somente as versões Ruby, Sapphire e Emerald possuem bateria mas, diferente dos cartuchos paralelos, não serve para salvar o jogo e sim para manter o funcionamento do relógio interno;
  • Como a carcaça dos cartuchos Pokémon é transparente, você pode verificar as características do PCB, como o logotipo Nintendo e a autenticidade dos componentes, sem precisar abrir o cartucho.
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Este link é o mais completo guia para identificar jogos Pokémon oficiais para Game Boy Advance que encontrei, com fotos grandes e tudo bem detalhado. Vale a pena conferir.

Nintendo DS

O Nintendo DS é outro video game cujos cartuchos paralelos são um pouco difíceis de identificar, principalmente por serem muito pequenos. Tão falsificados quanto jogos de Game Boy Advance, os cartuchos paralelos de DS são bem-feitos e também exigem atenção redobrada para reconhecer cada detalhe, por menores que sejam:

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  • Os cartuchos originais são cinza escuro (preto para jogos que usam o sensor infravermelho do portátil), então vale a pena prestar atenção na cor do plástico, embora esta seja uma característica difícil de identificar sem um cartucho original para comparar;
  • Preste atenção à qualidade da label, mesmo as paralelas são impressas em off-set porque são produzidas em massa. As originais são extremamente legíveis e de ótima qualidade, além de possuir o selo de qualidade em cor especial dourada;
  • Tanto a label quanto o verso do cartucho possuem um código, que devem ter 4 letras iguais (na frente as 4 do meio, atrás as 4 primeiras). Se o código da label for diferente do código no verso, ou se não houver um código no verso, com certeza o cartucho é paralelo;
  • O verso do cartucho possui o logotipo Nintendo e o código de patente gravados em baixo relevo. Embora os cartuchos paralelos normalmente apresentem estes detalhes, eles são ligeiramente mais profundos e gravados com baixa qualidade. Pode ser difícil reparar este detalhe sem um original para comparar;
  • A parte exposta do PCB contém um código bem visível entre as ranhuras da carcaça, detalhe que os paralelos normalmente não possuem. Além disto, a borda da placa original é esbranquiçada, e normalmente os paralelos possuem borda verde (mesma cor do resto do PCB).

Discos ópticos

Foi aqui que a pirataria encontrou o paraíso, afinal de contas, CDs e DVDs se encontram aos montes, custam barato e não precisam de nenhum conhecimento de eletrônica para copiar dados de um disco em outro. No entanto, para usar discos pirateados é preciso modificar os PCBs dos consoles, normalmente usando modchips que passam por cima da trava de região e proteção anti-cópias, mas consoles destravados são encontrados com a maior facilidade.

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Se você tem ou já teve um console que usa discos ópticos como meio de armazenamento dos jogos, é possível que ele seja desbloqueado (não te julgo, meu PS2 e meu Wii eram desbloqueados). No Brasil, os CDs piratas foram grandes catalisadores do sucesso avassalador do primeiro PlayStation e também são o motivo de muitos escolherem o Xbox 360 ao invés do PlayStation 3.

Um estudo do FNCP indica que de cada 100 jogos vendidos no Brasil, 82 são piratas. [Fonte]

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Os discos do primeiro PlayStation têm a face preta

Apesar de ser o maior vilão na pirataria de games, não é necessário falar sobre discos paralelos porque é virtualmente impossível confundir discos pirateados com originais. As mídias graváveis são de cor diferente (CD-Rs são esverdeados e DVD-Rs são roxos) e não possuem as marcas de identificação dos discos originais prensados, além disto, os discos piratas possuem labels genéricas (quando possuem) e a imensa maioria vem em saquinhos ao invés de caixas – o que é óbvio, já que os piratas reproduzem os games do jeito mais prático e barato possível.

Ainda assim, se você for comprar um disco solto, sem embalagem, de um vendedor na internet, por exemplo, peça para ver a face de baixo da mídia. Os discos originais do primeiro PlayStation eram todos pretos (seu diferencial) e os outros consoles possuem discos prateados ou dourados, que são cores padrão para a face refletora de discos prensados.

Consoles da atual geração, que usam blu-ray ou semelhantes, não têm discos piratas porque as mídias graváveis ainda custam relativamente caro.

Controles

No geral, controles paralelos são feitos com plástico barato, cheios de defeitos e com embalagens genéricas que não enganam ninguém, a imensa maioria deles sequer se dá ao trabalho de usar o logotipo da empresa que está pirateando, então controles paralelos de qualquer video game Nintendo, Sega e até dos primeiros PlayStation são fáceis de identificar.

Só recentemente é que o quadro tem mudado, aparecendo no mercado falsificações muito semelhantes aos controles autênticos, que podem enganar o comprador desavisado. É fácil entender o motivo: com a geração passada totalizando 272 milhões de consoles de mesa vendidos e a atual já ultrapassando os 72 milhões [fonte], o mercado é favorável para produtos piratas.

Embora eu tenha usado controles específicos como exemplo, as dicas geralmente servem para reconhecer qualquer controle paralelo, porque aparentemente os piratas repetem os mesmos erros e defeitos, independente de para qual console o controle paralelo foi feito.

Wii e Wii U

Mais bem-feitos que os paralelos de consoles mais antigos, no começo eu tive alguma dificuldade para saber quando um Wii Remote era falso – principalmente sem ter um original na mão para comparar – e como consequência já comprei dois paralelos (um branco e um vermelho). Características a serem notadas para saber se um Wii Remote não é original:

  • Serigrafia grosseira e desalinhada;
  • Botão direcional e botão A da mesma cor do controle (no original são ligeiramente diferentes);
  • Logotipo da Nintendo no verso não é bem gravado e não possui o ®;
  • Encaixe da tampa das pilhas não é perfeito.

PlayStation

Esqueça aqueles controles vagabundos encontrados nas banquinhas de camelô, porque o PlayStation (principalmente o PS3 e o PS4) também têm controles paralelos muito parecidos com os originais. Os erros mais comuns nos piratas também são:

  • Serigrafia desalinhada e de cor diferente do original;
  • Tipo de letra incorreta;
  • Logotipo Sony grosseiro;
  • Botões que fazem barulho.

Xbox

Eu gostaria de ter controles de Xbox para fazer fotos melhores que as abaixo, mas o único amigo que eu tenho que ainda possui um Xbox 360 não tem controles piratas para comparar. De qualquer maneira, fora da embalagem, para saber se um controle de Xbox 360 é original, a melhor maneira é checar o adesivo holográfico na parte de cima. Embora os paralelos também possam ter o adesivo, ele dificilmente será parecido o suficiente com o original, que você não consiga diferenciar.

Embalagens

Salvo pouquíssimas exceções, eu não coleciono caixas. Primeiro, porque não tenho espaço para elas no meu apartamento; segundo, porque colecionar jogos completos aumenta exponencialmente o preço e a dificuldade de encontrar um jogo em bom estado (e na minha coleção só entram cartuchos em perfeito estado); mas muita gente que coleciona acaba decidindo meter as caras neste desafio. Sendo assim, acho válido comentar:

Caixas

Já que elas podem triplicar o valor de um cartucho loose, até jogos originais podem vir com caixas falsas para que o vendedor cobre mais caro. Uma réplica é relativamente fácil de fazer e difícil de saber que não é original se você estiver comprando pela internet, porque não há como conferir o tipo de impressão (que deve ser off-set), então minhas dicas são:

  • Caixas são de papelão e papelão é frágil, com os anos vai amassando e se deteriorando. Fique atento a caixas em muito bom estado, principalmente de jogos mais antigos, porque isto pode indicar se são originais ou reproduções;
  • Algumas caixas custam tanto quanto ou até mais caro que o próprio jogo, então caixas em muito bom estado e baratas provavelmente são falsas;
  • Se o vendedor tiver várias unidades da mesma caixa sem o jogo acompanhando (afinal os dois valem mais juntos do que separados), certamente são reproduções.
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Logotipo Konami gravado na caixa do TNMT: The HyperStone Heist, lançado em 1992 para Mega Drive

No caso do Master System e do Mega Drive, os jogos eram lançados em caixas de plástico estilo VHS*. O problema é que estas caixas pretas são facilmente substituíveis, porém não são todas iguais: o tipo mais comum delas não tem nenhum detalhe aparente, mas uma grande parte dos jogos possui o logotipo SEGA gravado em alto relevo na parte de dentro da caixa. Pode parecer bobagem, mas o colecionador mais exigente deve prestar atenção às caixas de jogos da Capcom, Konami e Namco, por exemplo, pois estas têm seus logotipos gravados na caixa no lugar onde ficaria o logo da Sega.

*Muitos dos cartuchos produzidos no Brasil pela Tec Toy saíam em embalagens de papelão, mais baratas que as de plástico. Neste link há uma lista de todos os games de Mega Drive lançados com caixas de papelão.

Jogos lacrados

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Este é o maior valor que eu já vi por um cartucho de produção

Para colecionadores de alto nível, encontrar cartuchos antigos com lacre original de fábrica é como encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris, só que esta brincadeira pode custar bem caro. Me deparei no Ebay com uma cópia lacrada de E.V.O. por nada menos que US$3.300 (cerca de R$13.100)!

Entendo o valor de um cartucho que está dentro da embalagem original por 24 anos, mas esta categoria é muito mais complexa do que parece, primeiro porque as fábricas lacravam jogos originais de maneiras diferentes dependendo de onde o jogo era feito, segundo porque é muito comum que lojas e revendedores façam um novo lacre no jogo, principalmente se for um cartucho valioso como Final Fantasy 2, por exemplo, porque o valor irá aumentar. Para colecionar games lacrados é preciso ter olho afiado para detalhes e uma boa dose de conhecimento.

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Os únicos cartuchos que tenho com lacre original são da trilogia Donkey Kong Country, que usa lacre simples com emendas em cima e embaixo, padrão usado pela Playtronic

Não vou me meter a descrever cada tipo de lacre, existem diversos vídeos e textos (como este) que ensinam a identificar os lacres corretos, mas minha sugestão é: só compre jogos lacrados se puder analisa-los em suas mãos; se for comprar pela internet, peça ao vendedor o maior número possível de fotos. Verifique se há qualquer sinal de uso, como rasgos, arranhões e tinta descascada embaixo do lacre. Se houver, é quase certeza que o jogo foi re-lacrado.

O objetivo deste post foi reunir em um único lugar o máximo de informações textuais e visuais sobre jogos originais dos principais video games colecionados no Brasil. Fiz o meu melhor para criar um guia completo – acredito que seja o único guia com tantos consoles juntos – mas a internet é uma fonte infindável de informação em multimídia e sempre haverá um ou outro pormenor que você pode conhecer por aí.

Espero ter ajudado você, leitor, a analisar com olhos mais atentos os games e prepara-lo para construir uma coleção bonita, com jogos originais que dêem orgulho de admirar e curtir com os amigos. Sempre que descobrir um novo detalhe, voltarei e ampliarei este post, afinal de contas saber mais nunca é demais.

Foram quase quatro meses de pesquisa, produção e revisão e, antes de concluir, quero agradecer demais minha amiga Vic pelo apoio e incentivo, além de ter emprestado por um tempão os cartuchos de Mega Drive, Game Boy Advance e Nintendo DS para que eu pudesse fotografar. Valeu Vic! ❤️

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

16 respostas para ‘Guia ilustrado para se proteger contra itens falsos

  1. o site de acerto que vc indicou não mostra todas as labels que um cartucho pode ter. Você sabe algum outro lugar que armazene essas informações? Estou buscando um cartucho específico de GBA e que coisa difícil.. só tem replicas na rede, quando vc acha um parecido com original vc ve um detalhe que talvez não seja. pelo que li e procurei, GBA é de longe o que mais tem réplicas, ou estou enganado?

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    1. Victor, é isso mesmo, o GBA tem mais jogos falsificados no mercado do que originais. Aqui no Brasil, em que a “cultura” do paralelo e mercado cinza é tão forte, que eu acho mais seguro procurar seu jogo em grupos e fóruns especializados, em que você pode combinar de encontrar o vendedor e conferir o cartucho com seus próprios olhos. Para ver o label, tem vários outros sites que catalogam, você pode tentar o https://www.mobygames.com/ por exemplo.

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      1. Muito obrigado por responder. Realmente o site mobygames é muito bom. Estou com um chrono trigger DS recem adquirido, estou com mta dúvida se é original. Está com tudo perfeito e é isso que me deixa com o pé atrás.. excesso de conservação. Olhei tudo.. está tudo impecável.. todas as labels estão idênticas.. pesquisei vários sites e ele passa em todos os testes.. o único teste que ele não passou é o detalhe branco próximo aos contatos.. ai isso está me deixando mto nervoso pq meu spirit tracks também não tem, e também está impecável e passa em todos os outros testes..

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        1. Pra te dar uma opinião eu precisaria ver algumas fotos do seu cartucho. Mas se você já conferiu todos os detalhes e seu Chrono Trigger passou em 99% dos testes, eu diria que pode respirar aliviado hahahaha o lance da conservação é extremamente relativa. A imensa maioria dos cartuchos da minha coleção está em excelente estado de conservação (as fotos desse post são dos meus cartuchos) e são jogos de 25, 30 anos. Então essa seria a menor das minhas preocupações.

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          1. Cara e quanto a cartuchos de gameboy e gb color? vi que tem a questão daquele numero escrito em baixo relevo na label, um pouco acima do simbolo da nintendo. Porem os cartucho que vi fabricados pela Gradiente não tem esse detalhe. Você já viu isso?

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  2. Fantástico o artigo, realmente, muito bom. Apenas gostaria de fazer uma ressalva: Há jogos originais de GBA sim com bateria, além da linha Pokémon. Os primeiros jogos lançados, como F-Zero e Super Mario Advance, salvam com bateria e são originais.

    E uma dica: Sempre parta do princípio de que você vai precisar abrir o cartucho para ter 100% de certeza se é original, ou não. Em um mundo de “repros” cada vez mais presentes no mercado, ter as chaves certas é essencial para o colecionador.

    Abraços.

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  3. Cara muito boa sua materia adorei! Peguei varias dicas e reforçaram outras q ja sabia. Parabens pela materia e pela ajuda ao pessoal q esta começando a colecionar agora e precisa de auxilio!

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