Mascote da ProGames
Mascote da ProGames

Hoje completo 30 anos. Nasci em 1986 e cresci em uma época de grande inovação no mundo dos games: os anos 90. Durante aquela década tive três consoles (Atari, Master System e Nintendo 64) e um computador mas, por causa de uma locadora ProGames na rua da minha escola e o dinheiro e boa vontade da minha mãe, também tive acesso a uma infinidade de jogos para todas as plataformas que um garoto poderia sonhar.

Muitos destes jogos foram marcantes, claro, mas neste post selecionei só alguns (a lista é longa mas muita coisa boa ficou de fora)… talvez não fossem os melhores, mais populares ou mais avançados tecnologicamente, mas eram alguns dos que eu mais jogava:

Enduro (Activision, 1983)

enduro
Em Enduro, você precisava ultrapassar 300 carros por dia, durante 5 dias, para ser o campeão, e podia até ganhar um prêmio real (saiba mais neste link).

O supra sumo dos games clássicos de corrida. Lembro de jogar sentado no chão da sala do meu tio, durante várias horas. Eu era bem pequeno mas viciei nesta que parecia uma corrida infinita, tanto que meu tio acabou me dando o Atari dele um tempo depois.

Alex Kidd in Miracle World (Sega, 1986)

alex-kiddEmbora já conhecesse o jogo, peguei gosto por ele quando meus pais me deram o Master System III Compact que vinha com Alex Kidd na memória, em 1993. O príncipe Alex é o mascote esquecido da Sega e merece um post só para ele neste blog, pois com certeza deixou seu legado, além da trilha sonora inesquecível.

Só consegui terminar o jogo uma única vez, com ajuda da faxineira que trabalhava em casa na época. Anos mais tarde, quando Alex Kidd in Miracle World saiu no Virtual Console do Wii, acabei zerando de novo.

Gangster Town (Sega, 1987)

Meu rail shooter favorito, o mais legal em Gangster Town é que o game precisava ser jogado com a pistola Light Phaser. Eu gostava de tudo nele: a temática, a perseguição de carros, o tiroteio no bar (inclusive estourar as garrafas), arrancar os chapéus dos mafiosos com um headshot mas, principalmente, que o game era tão curto que dava para fazer campeonatos de quem marcava mais pontos, sem ter que esperar muito pela sua vez. 🙂

Jogos de Verão (Epyx, 1987)

Quem teve um Master System certamente conhece Jogos de Verão (California Games), um dos games mais legais e viciantes para o console. Lançado originalmente pela Epyx Inc. em 1987 para computadores Apple II e Commodore 64, recebeu diversas adaptações e a Sega trouxe-o ao Master System em 1989, considerada a sua melhor versão!

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Surf e BMX eram meus eventos favoritos

Uma das características mais legais do Jogos de Verão era a possibilidade de fazer campeonatos com até 8 jogadores revezando entre si então, se tinha festa, o negócio era alugar o game e jogar com os amigos até cair o dedo.

Double Dragon (Technōs Japan, 1988)

double-dragon-jimmyO que escrever sobre o beat’em up mais legal de todos os tempos? Apesar de ter surgido no arcade e portado para um sem-número de plataformas, a minha versão favorita é a de Master System.

O bom é que Double Dragon estava sempre disponível na locadora, eu alugava frequentemente para jogar com meu irmão, era um dos meus multiplayer favoritos (porque era co-op) e a gente terminava o jogo na maioria das vezes.

The Simpsons (Konami, 1991)

Pelo fato de ter uma locadora perto de casa, eu jogava muito pouco em arcades (minha mãe achava que era um ambiente ruim) mas um dos jogos que eu mais gostava, porque permitia 4 jogadores, era The Simpsons.

Virtua Cop (Sega AM2, 1994)

Engraçado entrar um jogo de Sega Saturn nesta lista, já que o console foi pouco relevante, mas Virtua Cop era um dos que eu jogava sempre na locadora, obviamente por causa dos revólveres.

Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest (Rare, 1995)

dixie-diddy-dkc2Eu não tinha um Super Nintendo na época mas jogava na locadora ou na casa dos meus amigos. Um dos games que me deixaram de boca aberta foi Donkey Kong Country… os gráficos eram maravilhosos, as fases eram desafiadoras, os personagens eram divertidos!

O que já era bom só melhorou em Diddy’s Kong Quest, os desafios ficaram mais complexos e demandavam mais habilidade do jogador, e a chegada da macaquinha Dixie, minha personagem favorita em toda a série, trouxe uma novidade bem-vinda ao gameplay.

Full Throttle (LucasArts, 1995)

O heavy metal na abertura, as motocicletas, as jaquetas de couro, tudo me acertou como um soco e foi amor à primeira vista! Amor que se transformou em adoração a um dos melhores point-and-click da história dos games, clássico de Tim Schafer (que também criou o inigualável Grim Fandango, leia meu review).

Cada vez que eu jogo Full Throttle (e eu certamente ainda jogo), assisto a todas as animações, clico em todas as interações possíveis e jogo como se fosse um filme, mesmo já conhecendo o game de cabo a rabo, há 20 anos (leia meu review). Nunca me canso!

Pokémon Red (Game Freak, 1996)

charizardEste é o único jogo de GameBoy nesta lista porque é literalmente o único jogo de GameBoy que eu tinha na época; porque eu não precisava de outro! Eu e um amigo (que tinha o Blue) jogamos durante anos, capturamos todos os 150 pokémon e subimos os levels até 100, até o Mew eu consegui (leia a história).

Star Fox 64 (Nintendo, 1997)

arwing-n64Uma das minhas franquias favoritas, Star Fox 64 era tão bom de jogar que até hoje eu faço questão de assistir a todas as cutscenes e criar caminhos diferentes em cada partida – embora já esteja careca de saber o que acontece em cada fase.

Lembro de ter lido na revista Nintendo World que era possível habilitar os personagens a pé para serem usados no modo multiplayer, e para isso era necessário ganhar medalhas de ouro em todas as fases. Eu fiquei obcecado com esta história e durante muito tempo tentei pegar as medalhas, mas até hoje ainda faltam duas. 😦

GoldenEye 007 (Rare, 1997)

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O FPS que mudou tudo também era um dos jogos que eu mais jogava no final dos anos 90. Claro, a gente juntava toda a galera do prédio e ia revezando no multiplayer com 4 jogadores, em jogatinas que duravam a tarde inteira. Herdei o cartucho do meu amigo, com o jogo zerado no modo 00 Agent, e de vez em quando a gente ainda se junta para um mata-mata.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (Nintendo, 1998)

Um jogo que dispensa apresentação, foi com Ocarina of Time que começou meu amor pela série The Legend of Zelda. Na primeira vez que aluguei, consegui pegar as três spiritual stones, e devolvi o cartucho achando que estava bem avançado na história… quando o dono da locadora me contou que eu mal tinha começado, descobri que eu precisava comprar o game!

Foi com Ocarina of Time que começou minha noção de complecionismo – se eu gosto muito de um game quero terminar 100% e, com as revistas dando dicas de onde encontrar cada colecionável, eu só precisava ir atrás (e fiz tudo de novo no 3DS).

Roller Coaster Tycoon (MicroProse, 1999)

O gênero CMS nunca me agradou muito porque eu não sou bom com finanças, mas por algum motivo (que não dá pra explicar, mas se você jogar vai entender) Roller Coaster Tycoon me atrai até hoje.

Também nunca fui de perder tempo inventando minhas próprias montanhas-russas, embora esta seja uma das principais características do jogo, mas era obcecado por utilizar cada espaço do cenário para construir meu parque, com a maior variedade possível de brinquedos, árvores e decoração por todos os lados.

Por causa da locadora ProGames que tinha perto de casa, eu joguei durante os anos 90 uma tonelada de games que eu gostava demais e poderiam ter entrado nesta lista: Turtles in Time, Sonic Wings, Biker Mice from Mars, Mad Dog McCreeMetal Slug, Road Rash, Time Crisis, enfim… mas que não entraram porque eu jogava esporadicamente e não marcaram tanto quanto os que eu podia aproveitar no conforto do meu sofá.

Ainda assim, foi uma década especial, de infinitas horas de diversão com um controle nas mãos e que, sem dúvida, influenciaram meu gosto por videogames e até quais cartuchos acabam entrando na minha coleção.

MENÇÃO HONROSA

Como eu sabia que a lista iria ficar devendo espaço para um monte de outros games que também marcaram minha infância, selecionei alguns que eu também gostava muito mas jogava menos, e por isso levam menção honrosa:

Prince of Persia (Brøderbund, 1989)

Sempre que eu ia na casa do meu tio, rolavam umas partidas de Prince of Persia no computador dele. Eu nunca consegui terminar (meu irmão sim), mas adorava enfrentar os desafios no calabouço e lutar contra os capangas do mago Jaffar.

Uniracers (DMA Design, 1994)

uniracers

Lançado para provar que o Super Nintendo podia ter jogos tão rápidos quanto Sonic, este game de corrida ganhou meu coração com seu estilo simples, colorido e fácil de jogar.

Harvest Moon (Natsume, 1996)

Nunca soube exatamente qual era o objetivo do jogo e não perdia meu tempo indo para a cidade conhecer pessoas, mas eu era apaixonado por cuidar da fazenda! Este cartucho é o orgulho da minha coleção.

The Pink Panther: Passport to Peril (Wanderlust Interactive, 1996)

Metade aventura criminal, metade jogo educativo, em Passport to Peril a Pantera Cor-de-Rosa precisa viajar o mundo e cumprir objetivos variados para agradar os visitantes do acampamento ChillyWawa, uma estação de férias para crianças superdotadas. Este é um dos meus adventure point-and-click favoritos (assim como sua sequência, Hokus Pokus Pink), certamente um jogo cheio de carisma e bom humor, que me agrada até hoje.

Worms 2 (Team 17, 1997)

Para mim a versão definitiva é Worms: World Party, lançado em 2001, mas meu amor pelo jogo de guerra de minhocas altamente inspirado pelo clássico Bang! Bang! (David B. Lutton II, 1990) surgiu com as inúmeras partidas de Worms 2 que, inclusive, definiu a estética de toda a série.

Claw (Monolith Productions, 1997)

Não sei se o jogo é difícil, mas nunca consegui terminar… na verdade, nunca nem passei do 3º chefe. Mas como eu adorava encarnar o papel do pirata Capitão Nathaniel J. Claw e ir em uma aventura atrás de tesouros e pedras preciosas!

4 comentários sobre “Games que marcaram a minha infância

  1. Seria uma lista enorme: Lembro de jogar primeiro nos fliperamas antes de tudo: yie ar kung fu, karateka e depois Street fighter 2, Pit fighter, Mortal Kombat e Ninja Combat do Neo Geo!!!! nos anos 90 passei muito tempo em locadoras e fliperamas…video game só comprei muito tempo depois quando consegui emprego: Top Game VG 9000 CCE usado!!!! Karateka, super mario, batman e Tiger Heli marcaram muito nessa época NES da vida!!!!! Também nessa época as vezes pertubava o vizinho para jogar no VG 3000 CCE que ele tinha, ali jogava-mos vários clássicos do Atari: Enduro, Pitfal, Hero, Pac Man, River Raid!!!! Gostava mais dessa época, jogos mais divertidos, a violência da bandidagem era menos e não existia a pandemia!!!! Saudades de antigamente!!!! valeu

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  2. Nooooooooooossa! Eu nem lembrava mais de Claw! Era um dos meus jogos favoritos! Tbm nunca consegui avançar muito quando criança, mas tive oportunidade de jogar na adolescencia e constatar que era um jogo beeeeem legal!

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