A última vez que joguei algum game Pokémon foi no ano 2000, os clássicos Pokémon Red e Gold no falecido Gameboy Pocket do meu irmão e não posso negar que eram dois dos meus jogos favoritos, aproveitei o máximo que pude deles, tinha até o raro Mew (leia a história)! Quem diria que, 16 anos depois, eu estaria me divertindo novamente com os monstrinhos de bolso? Eu e o mundo inteiro porque sério, a febre que este jogo virou não tem precedentes.

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O lançamento perfeito!

A esta altura Pokémon Go (Niantic, Inc., 2016) já mostra sinais de cansaço mesmo no Brasil, afinal de contas os que pegaram carona na febre provavelmente nem jogam mais, mas para alguns amigos e eu o jogo tem durado um pouco mais. Imaginei que eu pararia de jogar depois de uma ou duas semanas, mas fui conquistado pela maneira como a Niantic, Inc. planejou o jeito como o jogo vai liberando conteúdo… para quem pegou gosto pelo game, sempre há alguma novidade, um pokémon ou um item novo disponível conforme vai-se avançando os níveis; assim demora mais pra ficar chato.

Achava esquisito jogar Pokémon Go nos primeiros dias, sempre que parava no meio da calçada e pegava o celular, sentia que as pessoas olhavam e me julgavam… pff, que idiotice a minha! No sábado da semana de lançamento eu parei na ciclovia e um garoto passou por mim de skate e perguntou se eu também tinha encontrado o Pikachu, aí eu percebi que não era o único a sair de casa com a missão de capturar os monstrinhos.

“O principal atrativo é […] estar lá fora no mundo real, encontrando toneladas de pessoas que vêem a mesma realidade aumentada que você vê”, escreve Kallie Plagge no site IGN.

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A rua de casa é um paraíso pokémon! Pena que eu passo o dia no trabalho, onde só tem 1 PokéStop 😦

Daquele dia em diante me sinto mais confortável em jogar, falar sobre Pokémon Go com o pessoal do trabalho e cheguei até ao ponto que deixo o celular na mesa com o game ligado o dia todo… coloco no modo de economia de energia, uso um pendrive como “apoio” para mante-lo com a tela apagada e dou uma olhada sempre que o celular vibra.

O bacana desta experiência social que é Pokémon Go é perceber como as pessoas têm objetivos diferentes no jogo. Meu irmão passou dias pesquisando sobre evolução e combat power para poder criar os monstrinhos mais poderosos; minha amiga prefere procurar e capturar um Blastoise do que evoluir um Wartortle; eu me contento em colecionar todos e só acumulo XP para que surjam novos pokémon – não me preocupo em ter monstros fortes nem batalhar nos ginásios, eu só quero ter 1 de cada.

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Grinding da mais alta categoria

Porém gostei de uma dica que meu irmão me deu, capturar o maior número de Caterpie, Weedle e Pidgey (todos que evoluem com 12 candies) e evoluir todos eles ao mesmo tempo em que uso um lucky egg, que dobra o número de XP conquistado, o que me permitiu acumular 61 mil pontos de experiência em apenas meia hora! Com isto, subi do nível 19 para o 21 de uma só vez. Foi um grind pesado, mas compensou.

Pokémon Go é divertido, é acessível, é nostálgico, mas sei que ainda pode oferecer mais. Batalhas em ginásios, por exemplo, não me atraem (nem mesmo as moedas que você ganha em troca) porque acho exageradamente simples… os combates se baseiam em tocar a tela do celular incessantemente até que seu pokémon ou o do inimigo sucumba. Os tipos dos pokémon (água, pedra, elétrico, etc.) parecem não afetar as lutas, assim como desviar dos ataques, tudo é baseado em quem tem o CP mais alto – eu entendo que a intenção foi facilitar para a grande massa, mas a mecânica das batalhas ficou ruim.

Ainda não fiquei sabendo de nenhum grande evento como foi mostrando no trailer do jogo e isto é ruim. Na verdade, nenhuma das funcionalidades apresentadas foi liberada – Pokémon Go foi lançado já há 2 meses (1 mês aqui no Brasil) e até agora não é possível desafiar outros jogadores, e isto é algo que espero que a Niantic Inc. adicione em um update próximo. Ah, e troca de monstrinhos também! Te garanto que meu irmão ficaria muito grato em trocar alguns Zubat dele por uns Paras meus.

Como qualquer coisa que viraliza, a queda é tão brusca quanto a ascensão, então espero que a Niantic Inc. tenha uma agenda programada para manter o game sempre atraente, e que Pokémon Go deixe ainda mais legal esta interação com o mundo real… precisa ir além da louca experiência social e levar a realidade aumentada a outro patamar, é o que eu acho que vai manter as pessoas jogando. E mesmo que Pokémon Go não dure tanto, no fim das contas tem sido bem legal fazer parte de tudo isso.

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