A história do maior #FAIL da minha vida gamer

É uma história curta mas sempre achei muito engraçada. No final da década de 90, StarCraft (Blizzard, 1998) era um dos real-time strategy mais populares, vindo no embalo do sucesso de seu irmão mais velho Warcraft, de 1994. Eu jogava, meus amigos jogavam, todo mundo jogava… era febre nas LAN houses e nas versões pirateadas nos PCs da galera.

A única versão fora do PC foi lançada em 2000 para o Nintendo 64 e eu aluguei diversas vezes porque era divertido jogar com controles diferentes do que eu estava acostumado – inclusive para descobrir que RTS só funciona com teclado e mouse.

starcraft_n64
Lembrei da história porque comprei StarCraft 64 esses dias

Aí um final de semana estava com StarCraft 64 em casa e jogando o dia todo com meu amigo Vinícius, que morava no apartamento da frente… uma certa hora, depois de várias partidas, decidimos criar a maior guerra possível – a ideia era coletar todos os recursos (minérios e gás Vespene) disponíveis no mapa até extingui-los e construir os maiores exércitos, tudo sem atacar o território inimigo, no maior clima de “guerra fria”.

Os dois times estavam equilibrados – a vantagem de jogar StarCraft no Nintendo 64 é que o multiplayer era split screen, então você podia vigiar seu inimigo e saber se ele estava coletando mais recursos do que você; ambos fomos honestos um com o outro. Eu jogava com Terrans e o Vinícius com Zergs, tínhamos mais ou menos a mesma quantidade de unidades básicas e avançadas, totalizando 200 para cada lado (o máximo permitido).

Não sei dizer quantas horas se passaram naquela partida mas a impressão que eu tenho é que se passou muito tempo. Estávamos prontos. Todas as 400 unidades a postos no campo de batalha, aguardando ordens para atacar. Meu coração batia forte. Seria um lindo banho de sangue!  O Vinícius levantou-se, deu alguns goles no copo de Coca-Cola e bradando a plenos pulmões “Agora!” bateu com força o copo na mesa fazendo travar meu Nintendo 64.

Aquelas últimas horas dedicadas a uma partida épica passaram em frente aos nossos olhos. O Vinícius olhou para mim, olhou para meu irmão (que estava no quarto), virou as costas e foi embora para a casa dele, em completo silêncio. E esta é a história do maior fail da minha vida gamer… não sei se ele se lembra disso, mas com certeza está gravada na minha memória.

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

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