Acho que me lembro da primeira vez que vi o Xbox, na locadora perto de casa, no finalzinho de 2001. O Sérgio, dono da locadora, tinha importado aquele trambolho preto junto com um outro console roxo pequenininho e a galera ficou empolgada com um first-person shooter futurista com gráficos incríveis e umas armas que atiravam plasma rosa… Halo, ou algo assim.

O console, apesar de enorme, era bonito. O “X” na parte de cima só confirmava que aquela era uma máquina poderosa e eu, que acabara de entrar no colegial, estava pronto para um console mais “adulto” que meu Nintendo 64, principalmente porque tinha acabado de zerar o aclamado Conker’s Bad Fur Day (Rare, 2001). Só tinha um problema… que controle era aquele? Um trambolho tão grande quanto o console*, mal projetado, com uns botões minúsculos e um direcional terrível que parecia derretido!

xbox-duke-controller

Acredite se quiser mas o Duke, como é conhecido o controle, foi o motivo de eu não ter aproveitado tanto o primeiro Xbox quanto eu poderia/gostaria. Ainda bem que a Microsoft consertou o “problema” com a segunda versão do controle, chamada Controller S, mas ainda assim seu primeiro console não teve um tempo de vida tão longo que pudesse ser afetado pelos controles… ao menos ele abriu as portas para o Xbox 360, este sim o melhor de sua linhagem.

Com exceção de Halo, que na minha opinião levou a outro nível o multiplayer local e com o qual meu irmão, meu primo e eu nos divertimos bastante, somente dois games no Xbox realmente me marcaram: o primeiro foi Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball (Tecmo, 2003) que, apesar daquela bobagem de admirar as garotas de biquíni e enviar presentes, possuía jogabilidade sólida nas partidas de vôlei** e era verdadeiramente divertido de jogar.

psychonauts

O segundo foi Psychonauts (Double Fine, 2005), game que mistura platformer e adventure de uma maneira que só meu querido Tim Schafer sabe fazer, e cujo conceito surgiu durante o desenvolvimento do clássico Full Throttle (LucasArts, 1995), meu jogo favorito. Ainda bem que Psychonauts foi relançado em várias outras plataformas, porque no Xbox eu nunca teria a chance de jogá-lo até o fim.

A marca Xbox já está consolidada no inconsciente dos gamers, e tudo começou com uma enorme caixa preta. Feliz aniversário para o Xbox original, e que venham muitos outros anos e consoles.

*Na moral, o Duke é literalmente do tamanho de um PlayStation 2 Slim!

**Na minha opinião, a jogabilidade nas partidas de vôlei de DoA Xtreme Beach Volleyball só perdem em qualidade para Beach Spikers (Sega, 2002) no GameCube.

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