O clássico Final Fantasy VII completa seu 20º aniversário

Nunca tive o PlayStation original mas nem por isto deixei de jogar* o clássico Final Fantasy VII (Square Co., 1997), considerado pelos fãs como sendo o melhor de toda a série criada por Hironobu Sakaguchi. No último dia 31, a aventura de Cloud Strife completou duas décadas de seu lançamento e segue forte como um dos jogos mais queridos de todos os tempos, e com o anúncio do remake, que deve apresentar o clássico às novas gerações.

O ano de 2017 também marca o 30º aniversário do primeiro título da série, que era para ser o último jogo criado por Sakaguchi – por isso o nome Final Fantasy –, visto que o estúdio que ele havia fundado, a Square Co., estava à beira da falência.

Final Fantasy VII marcou o início de uma nova era na franquia e o término de uma produtiva relação com a Nintendo, pois a developer decidiu levar seu novo jogo para o estreante PlayStation**, decisão que mudou não só a empresa, mas a indústria dos games como um todo – já que a série havia nascido e crescido exclusivamente em consoles da Big N.

O game também deixou de lado a temática clássica medieval, com castelos e florestas (e uma viagem à lua), e foi situado em um cenário futurista e industrial, com um backstory que envolvia questões ambientais, o planeta como um organismo vivo e a luta contra grandes corporações.

Por fim, Final Fantasy VII também levou o storytelling nos videogames a um novo patamar, com heróis e vilões bem mais profundos e tornando as cutscenes em computação gráfica praticamente obrigatórias para qualquer título AAA que viesse depois dele.

Fico feliz que a Square Enix esteja trabalhando em um remake de Final Fantasy VII pois finalmente terei a chance de jogar, até o fim, este histórico RPG que transformou o gênero – e a indústria – para sempre.

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*Eu jogava Final Fantasy VII na casa do meu amigo mas ele nunca foi fã de RPG e, por isso, infelizmente, nunca cheguei até o final do jogo.

**A equipe de desenvolvimento não tinha dúvidas de que seu novo jogo iria para o Nintendo 64 e daria continuidade à boa relação com a Big N. Porém, com a confirmação de que o N64 usaria cartuchos, em vez de CDs, não restou opção senão levar Final Fantasy VII para o concorrente PlayStation.

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

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