Salvando a humanidade da ruína em Full of Stars

Me peguei nas últimas semanas viciado em um jogo mobile – o que é incomum já que o smartphone nunca é minha primeira opção para jogar videogame –, a aventura espacial Full of Stars (ArsThanea, 2017), que mistura habilidade e reflexos rápidos, com liberdade de escolhas e uma pitada de elementos RPG.

Em Full of Stars, uma guerra está destruindo cada um dos planetas da galáxia e a humanidade se encontra à beira da extinção. Você controla um habilidoso piloto espacial que se vê com a missão de levar refugiados a um dos poucos planetas ainda não assolados pela guerra mas, para isto, deverá voar por caminhos tortuosos cheios de armadilhas, asteróides e criaturas alienígenas.

Mecanicamente, o game é muito simples. Tocar nos cantos da tela do smartphone faz a nave se movimentar, e [se não comprar nenhum bônus] você tem até 3 tentativas para ir o mais longe possível, ou deverá esperar alguns minutos para tentar novamente. Cada vez que sofre um acidente ou tem sua nave atingida por inimigos, o jogo tira você de seu caminho e propõe um dilema a ser resolvido a bordo – pode ser mau funcionamento do sistema ou passageiros revoltados, por exemplo.

Full of Stars é um jogo espacial, focado na história, sobre a sobrevivência da humanidade. A jornada será um teste de suas habilidades e humanidade.”

Suas escolhas impactam na quantidade de recursos, tripulação e, principalmente, na narrativa; e é neste quesito que Full of Stars se destaca. Embora não hajam tantos caminhos a seguir, cada um deles oferece boa variedade de ramificações em relação à história… um grande diferencial em um jogo que se resume, basicamente, em desviar de obstáculos.

Outro ponto forte é a trilha sonora – o game sugere que você use fones de ouvido e bem, há um motivo – criada por Marcin Przybyłowicz, compositor que dirigiu a trilha de The Witcher 3: Wild Hunt (CD Project RED, 2015), apresentando uma boa variedade de música eletrônica que muda e se adapta dependendo dos acontecimentos dentro do jogo, como coletar uma série de idium* raros ou passar por dentro de uma chuva de meteoros… um toque quase imperceptível, mas que contribui para a imersão.

O maior problema em Full of Stars é, na minha opinião, a grande quantidade de propaganda, mas é um preço relativamente baixo a se pagar considerando que o game é free-to-play**. Com o tempo ele também se torna repetitivo, com a mesma storyline, lugares e desafios, mas a possibilidade de melhorar a nave e o Blue Sector – colônia para onde você leva os refugiados –, além da variedade de achievements, dão vontade de continuar jogando.

blue-sectorUPDATE: a atualização de Full of Stars, lançada no início de março, introduz novas mecânicas e uma nova história, que se passa no futuro e foca em raças alienígenas, e dá um frescor ao jogo. No momento que escrevo este update, já levei o Blue Sector ao nível máximo (hoje, nível 6), feito que consegui com 29 jornadas. 😀

*O combustível da nave, também funciona como moeda para desbloquear melhorias.

**No entanto, eu preferiria muito mais pagar pelo jogo do que ficar assistindo às propagandas.

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

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