Da primeira vez que peguei este game pensei “nossa, que jogo chato!” Mas aí mostrei ele pra minha amiga Vic (que adora Pokémon) e, no final daquele mesmo dia, já estava viciado. Magikarp Jump (Select Button, 2017) é simples, acelerado, e terrivelmente gratificante.

O jogo pode ser resumido assim: você pesca um Magikarp, alimenta e treina até que alcance seu nível máximo, vence todas as batalhas possíveis e aí, quando se deparar com um adversário que não pode vencer, pesca outro Magikarp e reinicia o ciclo. Ah, para fazer tudo isto, a única interação disponível é o apertar de um botão.

Há diferentes tipos de comida, treinamento e até cores e padrões de Magikarp para descobrir, há vários monstrinhos companheiros (que dão bônus) pra desbloquear e uma miríade de conquistas, e é neste ponto que o jogo te pega; os três adjetivos que usei anteriormente para descrever Magikarp Jump – simples, acelerado, gratificante – são o motivo deste game ser altamente viciante, como correr numa roda para hamster, entende? Não te leva a lugar nenhum, mas tente ver pelo ponto-de-vista do hamster.

Em questão de minutos, é possível ver o jogo por completo, mas o “tempo de vida” de um Magikarp e o sistema de recompensas são tão refinados, que fica difícil escapar – estou jogando enquanto escrevo esta resenha, e já pesquei 121 Magikarp. Os eventos, desencadeados aleatoriamente após treinos ou batalhas, são a parte mais emocionante de Magikarp Jump, porque não só garantem alguns bônus, como há um ou outro cujo resultado é conseqüência direta da escolha do jogador – alguns com final trágico, como seu Magikarp sendo morto (sim, morto) por um Pigeotto ou Voltorb, ou evoluindo para Gyarados. Mas, novamente, tudo funciona com o apertar de um único botão.

Porém, o que Magikarp Jump falta com jogabilidade, compensa na apresentação. Os gráficos são bonitos e coloridos, com a qualidade que se espera atrelada à marca Pokémon; há uma enorme variação de cenários e temas, o que traz algum frescor, mesmo depois de tantas repetições; as animações são simples e lembram um pouco aquela época dos jogos em Flash… nada especial, mas muito fofo; a trilha sonora também é variada, com músicas grudentas e otimistas, bem encaixadas com a proposta do jogo.

Como “video game”, Magikarp Jump não tem muito a oferecer, é raso como qualquer jogo incremental, mas te conquista com seu charme e humor bobo, e garante aquelas doses [necessárias] de distração ao longo do dia.

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