Se você joga games de tiro em primeira pessoa em um console de mesa, agradeça a GoldenEye 007 (Rare, 1997). Ele foi o primeiro first-person shooter a acertar a mão nos consoles, capaz de popularizar um gênero que, até então, parecia território exclusivo dos PCs.

Uma adaptação do filme homônimo de 1995, estrelando Pierce Brosnan, o clássico GoldenEye 007 comprovou ser possível jogar um game de tiro em primeira pessoa com um controle: além de usar os botões C para movimentar o personagem, o segredo foi a Rare introduzir o auxílio de mira, que fazia um leve ajuste na mira do jogador, facilitando ainda mais o uso do analógico do Nintendo 64.

GoldenEye-Facility-Restroom

No modo para 1 jogador, GoldenEye 007 apresenta a história de maneira rasa, mas próxima do filme, e complementa na imersão com fases muito bem construídas* e dificuldade equilibrada, com um ou outro momento de mais tensão para deixar o jogador esperto. Mas é no modo multiplayer que o jogo brilha de verdade:

“A opção de dividir a tela por até quatro jogadores, uma prova da capacidade do Nintendo 64, foi a prova de conceito para todos os multiplayers para todos os consoles”, afirma o consultor de design Duncan Harris.

GoldenEye 007 foi um dos games que mais joguei no fim dos anos 90 e, sem a menor sombra de dúvida, o first-person shooter que mais joguei em toda minha vida. Foram incontáveis horas com a galera reunida; o game era obrigatório em qualquer encontro depois da escola, fins de semana inteiros ou aquela madrugada com os amigos dormindo em casa.

Revezando em partidas de 4 jogadores, cada um por si ou em duplas, o mata-mata era dinâmico, descontraído e super divertido, e ninguém ligava se um jogador espiasse na tela do outro… quer dizer, de vez em quando dava briga – sem perder a amizade, claro –, e ninguém deveria ficar “telando”, mas era muito legal ver a tela do seu amigo ficando vermelha.

giphy

Apesar do arsenal variado, que ia de usar os punhos (ok, está mais pra um shuto uke) a um lançador de foguetes, as partidas multiplayer ficavam ainda mais interessantes quando a gente limitava a uma única arma, por exemplo somente facas, o rifle automático AK-47 ou até minas de proximidade, que a gente tentava esconder o melhor possível para surpreender o adversário.

Mas acho que, sobre todas as coisas que GoldenEye 007 tinha a oferecer, minha favorita era a lista de cheats! Este game foi o primeiro que consigo me lembrar ter uma lista, dentro do próprio jogo, para modificar vários de seus aspectos e mecânicas… quero dizer, não era preciso memorizar códigos, e sim habilitar os cheats vencendo certos desafios no modo história, e então ligar/desligar no menu de opções. Tinha desde coisas óbvias, como invencibilidade e munição infinita, até o clássico DK Mode, em que todo mundo ficava com a cabeça e os braços gigantes!

GoldenEye 007 marcou minha infância e a de milhões de outros gamers, mudou para sempre o conceito de first-person shooter, foi o terceiro jogo mais vendido para o Nintendo 64 e se tornou um verdadeiro clássico, que hoje completa 20 anos.

*A produção levou a equipe para os locais onde foi filmado o longa-metragem, então a arquitetura das fases foi construída e depois inseriram os objetivos.

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