Depende para quem você perguntar, Final Fantasy VII (SquareSoft, 1997) é o melhor game de todos os tempos, ou então, no máximo, medíocre e inferior a muitos outros RPG no mercado. Seja qual for sua opinião, é inegável que Final Fantasy VII, que hoje completa 20 anos, é muito influente na história dos video games como um todo, porque trouxe os RPGs para a grande massa.

Antes do PlayStation, jogos de RPG pertenciam a um mercado de nicho. Claro, muitos de nós, gamers, já tínhamos contato com o gênero antes*, mas o mais próximo que a maioria havia experimentado de um RPG tinha sido a série Zelda… aí vem Final Fantasy VII e, de repente, RPGs são populares; as pessoas começam a falar sobre eles, trocar informações, builds, descobertas e estratégias.

Embora esteja aberto a debate, há algumas características que, provavelmente, tornaram Final Fantasy VII tão popular e influente. Talvez a mais importante, foi mostrar do que o PlayStation era capaz… que o Super Nintendo não podia fazer: o jogo era dividido em três CDs, com um mapa tão grande e tanto conteúdo que parecia infinito, além das cutscenes pré-renderizadas de cair o queixo.

Os personagens são memoráveis. Claro, a maioria deles é totalmente clichê (leia meu post sobre o assunto), como o mercenário com problemas de memória, a garota inocente que precisa ser protegida, e o vilão de cabelos sedosos; mas conforme a história se desenrola, o jogador vai se interessando cada vez mais, e conhece os backstories, fascinantes e trágicos, que explicam a motivação de cada personagem.

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E quando o jogador precisasse dar uma pausa das batalhas (quem nunca, né), Final Fantasy VII também tinha diversos minigames, o que é muito doido, se considerarmos que a válvula de escape do jogo estava dentro do próprio jogo! Além disso, Final Fantasy VII é cheio de humor e tiradas cômicas, que ajudam o jogador a relaxar mesmo nas partes mais tensas.

Por fim, a trilha sonora, criada por Nobuo Uematsu, era (e ainda é) impressionante. Mesmo quem nunca jogou o clássico RPG, conhece alguns de seus temas, que são interpretados por orquestras no mundo todo.

Cada um tem um motivo para gostar (ou não) de Final Fantasy VII, mas ninguém pode negar que o game deixou sua marca na indústria e, com o remake por vir (mal posso esperar pra jogar), comemora com grandiosidade seus 20 anos, sabendo que ainda será comentado por muito tempo.

*Até então, eu já tinha jogado o clássico Phantasy Star (Sega, 1988), o fofinho Harvest Moon (Natsume, 1997) e o inigualável Chrono Trigger (SquareSoft, 1995), além de Pokémon Red (Nintendo, 1998), embora ele tenha sido lançado depois. Tudo porque estava fascinado com o estilo mangá, que normalmente acompanha a estética dos JRPGs.

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