Me chame pra jogar um beat’em up ou run-and-gun maneiro e pode contar que estou dentro! Foi assim, com um convite qualquer, que meu irmão me apresentou Broforce, game que presta homenagem a uma geração de filmes de ação protagonizados por brutamontes armados até os dentes.

Lançado em 2015 pela desenvolvedora sul-africana Free Lives, o jogo tem enredo simples: o mundo precisa desesperadamente ser salvo do domínio de perigosos terroristas, monstros de outro planeta e terríveis criaturas das profundezas do inferno, e somente um nome pode dar conta do recado – Broforce, um grupo de soldados super fortes que só sabem resolver os problemas na porrada, tudo em nome da liberdade.

A variedade de personagens é o destaque do game, e há vários nomes conhecidos aqui: Brommando, Rambro, B.A. Broracus, Brodell Walker, Brobocop… você já deve ter sacado a ideia. Apesar de não serem muito mais que um punhado de pixels, cada soldado – chamados carinhosamente de bro – tem muita personalidade, e é excitante liberar alguém novo. Isto porque cada um possui habilidades diferentes, uma arma principal, uma arma secundária e um ataque especial devastador!

A jogabilidade é excelente e a gente se acostuma com os controles em poucos minutos. Os bros são ágeis, podem rolar, escalar paredes, agarrar nas beiradas e até performar cambalhotas, se for necessário para alcançar um ponto mais alto do cenário. A melhor parte? Tudo é executado automaticamente, o que torna Broforce mais dinâmico e divertido.

No modo World Campaign, o game permite que os jogadores enfrentem as fases na ordem que preferirem, com um mapa de seleção que lembra o estilo do U.N. Squadron (Capcom, 1991) pro Super Nintendo. As fases têm temas comuns aos filmes de ação, se passando em florestas, campos militares ou cidades devastadas, e o objetivo é sempre o mesmo, eliminar o maior número de inimigos e chegar com vida até o helicóptero* da equipe, enfrentando um chefão ao final de cada sessão. Por causa disto, o jogo se parece bastante com o clássico Metal Slug (SNK, 1996), o que é uma bela comparação, mas o ponto positivo – talvez você concorde comigo – é que Broforce não é tão difícil e, mesmo que você morra diversas vezes seguidas, também não é tão frustrante.

O cenário é quase que inteiramente destrutível, o que permite bolar uma certa estratégia em relação a como aproximar-se e eliminar os inimigos. Esgueirar-se por entre blocos de terra e concreto não é essencial, mas certamente instiga a criatividade e, considerando que um único tiro pode te matar, buscar caminhos alternativos pode fazer a diferença. Além disso, ver os blocos explodindo é divertido, pra dizer o mínimo.

Broforce-02

Jogar em multiplayer co-op local de até 4 jogadores é um adicional, e as maneiras que cada jogador aborda os inimigos pode garantir momentos muito engraçados! O modo de edição de fases é um jeito de liberar a criatividade (ou então criar os piores cenários possíveis), mas só interessa se você realmente ainda não tiver tido o suficiente.

Quando sentei pra jogar Broforce com meu irmão pela primeira vez, não sabia o que esperar; talvez fosse só mais um jogo de tiro como tantos outros, que se tornam entediantes depois de algumas fases, mas ele me pegou de surpresa, com bom humor, ação frenética e ótimas referências. Broforce é uma respeitosa homenagem aos clássicos jogos run-and-gun e aos filmes que os inspiraram, e se você der uma chance, tenho certeza de que vai se divertir também.

*Get to the chopper!, uma referência mais do que clara ao filme Predator (1987), protagonizado por Arnold Schwarzenegger.

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