Esses dias a Nintendo anunciou uma nova linha de produtos para o Switch, chamada Nintendo Labo. A internet foi tomada de assalto por um mix de opiniões porque, não somente a empresa japonesa pegou a todos desprevenidos, como surpreendeu o fato de os acessórios do Nintendo Labo serem feitos de papelão. Isto mesmo, papelão!

Em resumo, os acessórios do Labo – inteligentemente chamados de Toy-Cons – são estruturas montáveis de papelão, barbante e elástico, onde se encaixam os joy-cons e o próprio Switch, afim de mimetizar, no mundo real, o que acontece na tela: pode ser uma casinha, o volante de um carro, um piano ou até transformar o jogador em um robô gigante estilo tokusatsu. Apesar das opiniões diversas, a minha é que o Nintendo Labo é uma grande ideia.

Antes de mais nada, é preciso aceitar o fato de que o Nintendo Labo é uma linha pensada especialmente para crianças – eu, na casa dos 30, não tenho muito interesse; mas percebo a utilidade desse brinquedo porque me faz lembrar de quando montava as coisas mais malucas com blocos de LEGO e imaginava histórias, cidades, veículos e etc. Inclusive, se pensar melhor, cada geração tem alguma espécie de brinquedos de montar: nossos avós brincavam com Meccano… nossos pais brincavam com Mec-Bras… nós brincávamos com Lego… as crianças hoje vão brincar com Nintendo Labo.

O Labo proporciona tangibilidade, estreitando a lacuna entre o mundo real e o digital; o jogo reagir às ações que a criança desempenha nos objetos de papelão será interessante de assistir, ainda mais considerando os sistemas de alta tecnologia empregados nos controles do Switch. Claro, o Wii também teve toneladas de acessórios (de plástico) que imitavam os objetos do jogo, mas aqui o negócio vai além.

NintendoLabo_RCRobot

O que me deixa a favor do Nintendo Labo é como estes brinquedos são construídos; o simples fato de a criança precisar montá-los desenvolve suas habilidades motoras e estimula a criatividade. O que nós precisamos entender melhor é que, para um brinquedo ser uma ferramenta de aprendizado, a criança precisa ser estimulada a questionar e encontrar soluções. Quem sabe? Depois de aprender a montar uma vara de pesca ou uma câmera fotográfica com papelão e elásticos, a criança pode se sentir inspirada a criar seus próprios Toy-Cons!

Mais do que tudo, o Labo é um lembrete que a Nintendo – que dedicou muitos dos 128 anos desde sua fundação, à criação de brinquedos, durante as décadas de 1960 e 70 – entende que o conceito de “jogar” é mais do que somente enfiar hardware parrudo nos consoles, e me alegra ver que a empresa está sempre experimentando novos conceitos e novas maneiras de se divertir.

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