Os ícones dos games estão mudando. Os lugares antes ocupados por Mario, Sonic e Pac-Man agora abrem espaço para o pássaro Red de Angry Birds (Rovio, 2009), para a Peashooter de Plants vs. Zombies (PopCap Games, 2009) e para o figurão Mr. Toffee de Candy Crush Saga (King, 2012). Os clássicos serão para sempre clássicos, mas jogos mobile são o presente e moldarão o futuro.

Muitos deles estão, ironicamente, abraçando o passado e levando a jogatina de volta às suas raízes old-school. Jogos de celular estão ganhando versões em fliperama, dando um sopro de ar fresco ao modelo clássico. O primeiro a aderir, ainda tímido, foi o jogo de cortar frutas Fruit Ninja (Halfbrick Studios, 2010) e outros vieram na cola: Temple Run (Imangi Studios, 2011), Doodle Jump (Lima Sky, 2009), Angry Birds, Candy Crush Saga e Crossy Road (Hipster Whale, 2014) são alguns dos jogos casuais mais populares no mundo inteiro, imortalizados no formato arcade.

Não é coincidência que esses sucessos mobile retornaram aos primórdios dos games, afinal de contas todos compartilham do mesmo DNA. Títulos que foram transportados com sucesso para os fliperamas são aqueles com formato natural em termos de estilo de jogo, fáceis de aprender mas difíceis de dominar, e isto funciona bem nas máquinas de fichas.

Assim como o seriado Stranger Things, os desenvolvedores desses games buscaram inspiração em criações dos anos 80, e viram a nostalgia da era dos fliperamas influenciar sua mecânica e de muitos outros games para dispositivos móveis. Nem em seus sonhos mais loucos, os desenvolvedores mobile devem ter considerado gabinetes de arcade como uma possibilidade para seus games, até alguém vir com a ideia de adaptar seus sucessos portáteis para as máquinas:

“Nunca pensei que criar uma máquina de fliperama seria possível,” conta Shepherd. “Na minha cabeça, os arcades, especialmente aqueles com os quais cresci, eram uma coisa do passado.”

Com novos títulos sendo transportados para gabinetes, será que veremos a renascença dos fliperamas? Será que o formato ainda é capaz de atrair novos jogadores, considerando que os mesmos games presentes nas enormes máquinas também estão nos bolsos de cada um? – lembrando que foi justamente o port dos arcades para os consoles que os matou. Será que as pessoas querem pagar por uma experiência diferenciada? Do fundo do coração, espero que a resposta seja sim.

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