Guerra de consoles me cansa a beleza…

Em literalmente todos os sites de games que entro há aquela velha, repetitiva e cansativa briguinha entre fanboys para saber qual console é o melhor, com mais exclusivos, maior base instalada, com mais isso ou aquilo. Pior ainda, às vezes os próprios veículos fomentam o bate-boca com manchetes click bait cujo intuito é causar polêmica: “Quem venceu a E3 2018?”, “10 motivos para a MS se preocupar com a Sony” e por aí vai.

É um fanatismo que vem de 20, 30 anos atrás, da época que Sega e Nintendo brigavam pela supremacia no mundo dos games, e que perdura a cada geração de consoles, mas parece se intensificar cada dia mais. Fãs do Xbox, do PlayStation e da Nintendo jogando gráficos e números de vendas uns nas caras dos outros, notas do Metacritic, datas de lançamento, especificações técnicas e todo tipo de baboseira em murais de comentários intermináveis que, cedo ou tarde, acabam em xingamentos e memes ridículos.

E não é só molecada não, está cheio de véio brigando por causa de console por aí! Se uma publicação dá uma nota mais baixa para um exclusivo “hypado”, tipo a nota 4 que o Washington Post deu para Uncharted 4: A Thief’s End (Naughty Dog, 2016) ah, pronto! lá vem uma legião de fanboys reclamar, e aí recomeça a farofa e os ataques de ambos os lados, “porque este site é ‘sonysta'”, “porque aquele jornalista é ‘caixista'” e por aí vai.

Independente de você concordar, ou não, com os comentários dos fãs e análises dos sites, o fervor quase religioso das discussões serve para nos lembrar o quão obcecados alguns jogadores podem ser pela plataforma escolhida – e eu acho que isto é reflexo de uma certa insegurança, em que o jogador sente necessidade de reafirmar que escolheu o console certo. Cada nota alta em um exclusivo representa outra pequena vitória, cada pico de vendas uma prova de que o console escolhido é o melhor.

Por isso que a gente não vê discutindo, quem tem o privilégio de possuir ambos consoles concorrentes. Mesmo o maior fanboy da Sony/Microsoft/Nintendo sabe que todas as plataformas possuem grandes jogos, então, quem pode pagar por todos, não tem motivos para briga.

Esse drama interminável me cansa a beleza. Nem na infância meus amigos e eu discutíamos qual era o melhor console, jogávamos juntos e nos divertíamos independente da plataforma. Até parece que, depois de velho, vou ficar brigando porque “o meu é melhor que o seu”. Quer saber? A preferência fanática por uma plataforma sobre outra apenas priva o gamer devoto de toda uma rica variedade de títulos brilhantes, e o azar é só dele.

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

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