Neste último final de semana meu irmão e eu redescobrimos, quase que por um acaso, o título mais recente de uma das séries dungeon crawler favoritas nossas, Gauntlet: Slayer Edition (Arrowhead Game Studios, 2015), lançado para computadores e posteriormente para o PlayStation 4, sendo esta a versão que jogamos.

Em sua essência, Gauntlet repete a mesma fórmula presente na série desde que ela entrou para o mundo dos jogos 3D, com Gauntlet Legends (Atari Games, 1998), que marca meu primeiro contato com esse hack’n’slash medieval. Em um mundo pseudo isométrico, até quatro heróis devem enfrentar os perigos e hordas de monstros das profundezas a fim de reivindicar a recompensa máxima: uma espada cheia de poderes mágicos, evoluindo sua classe e coletando tesouros no caminho. Nesta jornada, os jogadores encontrarão goblins, trolls, magos, demônios, fantasmas, aranhas gigantes e toda sorte de monstros clássicos dos jogos de RPG, incluindo o Ceifador, inimigo invencível que causa morte instantânea, caso alcance o jogador.

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O jogo não preza pelo primor gráfico e os personagens têm um visual meio “jogo de celular”, construídos com poucos polígonos e texturas bem simples. Durante a jogatina isto não afeta a experiência, já que a visão afastada do jogo não exige muitos detalhes, mas na tela de seleção de personagem, os modelos low poly ficam fora de contexto. As fases, no entanto, são bem construídas visualmente, têm uma qualidade cartunesca que é típica da franquia, mas sem perder as características das ilustrações que estampam os livros de Dungeons & Dragons há décadas, e que nos educaram sobre como jogos medievais devem se parecer. O mapa de seleção de fases ilustrado serve como hub e ajuda na imersão, brincando com a noção que os heróis avançam cada vez mais fundo no submundo.

O gameplay simplório, de estilo arcade, de Gauntlet Legends me atraiu, na época, com suas partidas fáceis e divertidas, então, descobrir que, de certa forma, a franquia não “evoluiu” em questão de jogabilidade, foi uma boa surpresa. Jogar Gauntlet é como assistir a um filme da Sessão da Tarde; você não precisa prestar atenção na história, e não corre riscos de construir uma build quebrada para o seu personagem… é só andar, bater e acumular dinheiro.

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Jogar com a galera é mais divertido, embora seja um pouco frustrante, às vezes, enfrentar um grupo de goblins assassinos enquanto vê seu amigo coletando todas as moedas de ouro que encontra, em vez de ajudar a equipe – todo grupo tem alguém assim, mais ganancioso. Meu irmão e eu jogamos dividindo irmanamente os lucros, poções e comida*, então nossos personagens evoluem juntos e jogamos de igual para igual… não é nada combinado, já era assim na época que jogávamos Gauntlet no Nintendo 64 e PlayStation 2, não tem porque ser diferente hoje.

Além do modo história, que dá pra fechar em cerca de 5 horas (dependendo da habilidade dos jogadores), há um novo modo Endless, que é exclusivo da Slayer Edition, onde o grupo enfrenta ondas e mais ondas de inimigos, infinitamente, até que caia o último dos heróis. O modo é ótimo para acumular riquezas para gastar com itens e poderes mais tarde. Além disso, como as fases são geradas aleatoriamente, Endless oferece variedade em relação às fases do modo história.

Gauntlet: Slayer Edition é o típico game que você joga esporadicamente, quando a galera se junta. Simples, sem um enredo profundo, ele se garante na diversão, e assim vai mantendo viva uma franquia que não precisa mudar, nos lembrando que nem todo jogo de video game precisa ser uma super produção para ser agradável.

*Prestando homenagem à sua origem arcade, Gauntlet usa, até hoje, frangos assados e presuntos como itens que recuperam vida. Jogamos tanto no fim de semana, que me deu vontade de comer frango, aí fomos almoçar no KFC. 😛

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