O eterno The Legend of Zelda: Ocarina of Time (Nintendo, 1998) é um dos jogos mais importantes da minha vida e, sem dúvida, de toda uma geração. Não por acaso, quase sempre aparece em primeiro lugar nas listas dos melhores video games da história. Até hoje me lembro da primeira vez que joguei Ocarina of Time, no apartamento de um amigo do prédio – mesmo acostumado com Super Mario 64 (Nintendo, 1996), a dimensão desta aventura fantástica era algo que eu jamais vira.

Hoje, exatos 20 anos de seu lançamento (no Japão foi anteontem, mas eu sempre conto pelo lançamento nos Estados Unidos), a obra-prima de Shigeru Miyamoto ainda instiga a imaginação dos jogadores, e deixa claros os fundamentos que estabeleceu para os gigantescos mundos abertos dos jogos contemporâneos. O conceito de mundo aberto não era novo, claro – a série Ultima (Origin Systems, Inc., 1981-1999) e até o Zelda original (1986) já flertavam com a ideia – mas Ocarina of Time fez de uma forma sem precedentes.

O resultado foi uma versão de Hyrule que, embora minúscula pelos padrões atuais, nos inseria em um mundo que parecia real, em vez de uma série de fases minimamente interligadas. Deixar a pacata Kokiri Forest para encarar a gigantesca planície nos dava uma sensação de liberdade e aventura como nunca antes. Era uma paisagem que crescia aos olhos e oferecia um momento de calmaria e contemplação que antecedia a chegada à tumultuada Castle Town e os eventos que seguiriam.

O jovem Link de Ocarina of Time me proporcionou, pela primeira vez, imergir e me ver representado dentro de um video game. Assim como o protagonista, eu também era uma criança com sede de aventura, que sonhava em salvar reinos e princesas, e enfrentar os piores vilões! Eu jogava video game há anos e controlava todo tipo de personagem mas, deferente de tantos outros, o jovem hylian era uma criança que, curiosa e destemida, me inspirava a ser como ele.

Inspiração que ficou mais forte quando vi nosso herói tirar a Master Sword de seu descanso e avançar sete anos no futuro, tornando-se um jovem adulto cujos olhos refletiam a experiência de tantas aventuras – eu não podia viajar no tempo e ainda era uma criança, mas me vi forte e cheio de coragem.

Talvez sejam esses fatores: a identificação com o protagonista e a dimensão daquele mundo de fantasia, que estabeleceram Ocarina of Time como um dos meus favoritos. O jogo me fez perceber que video games poderiam ser grandes, e eu poderia viver aquelas histórias como se acontecessem a minha volta. Por mais 20 anos, que essa obra-prima continue relevante, inspiradora e inesquecível.

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