Games para curtir com as crianças! (Parte 1)

Amanhã é Dia das Crianças e hoje já está valendo o feriado 😎 Em comemoração à data mais divertida do ano, criei uma lista com 15 jogos fantásticos para curtir com a garotada. Se você está lendo este post é porque, provavelmente, também passou a infância com um controle nas mãos e, hoje, quer curtir seu passatempo favorito com os pequenos.

A lista está dividida em duas partes – confira amanhã a segunda metade! – Selecionei alguns jogos que façam sentido tanto para a criança quanto para o adulto, que sejam fáceis mas desafiadores, que tenham temáticas interessantes, gráficos para todos os gostos, ideias inovadoras e que, principalmente, estimulem a imaginação. Vamos à lista:

Animal Crossing: New Horizons (Nintendo, 2020)

Sucesso absoluto, salvou os adultos do tédio na pandemia do coronavírus. Por quê? Porque nele, você vai morar em uma ilha deserta, onde interage com os animais antropomórficos mais fofos, enquanto transforma seu pedaço de terra do abandono em um vilarejo próspero. Dá para pescar, mergulhar, plantar flores e árvores frutíferas, trocar presentes, colecionar uma montanha dos mais variados objetos e personalizar a ilha inteira de acordo com seus próprios gostos.

Fofo como nenhum outro, Animal Crossing é super casual, perfeito para relaxar e soltar a imaginação. O mundo é seu para criar. Não há pressão nesse jogo, não há competição nem objetivos claros… aqui a diversão é por conta do jogador, e muito gostoso de jogar em companhia dos pequenos. Leia minha resenha da versão mobile.


Snipperclips: Cut It Out, Together! (SFB Games, 2017)

Snipperclips é um fofo e divertido multiplayer cooperativo perfeito para pais e filhos. Nele os jogadores, de dois a quatro, precisam trabalhar juntos para cumprir os objetivos propostos, como apontar um lápis, estourar balões ou estancar um vazamento, usando a mecânica que é a alma do jogo: transformar-se cortando pedaços uns dos outros. Sem nenhuma solução óbvia, a graça do jogo está em usar a criatividade e descobrir a melhor ou mais engraçada forma de superar os desafios.

Comunicação e cooperação são essenciais. Vocês passarão instruções uns aos outros o tempo todo, discutindo como posicionar e como cortar os personagens, dando muitas risadas e comemorando seu sucesso nas fases, uma mais inventiva que a outra.


Monument Valley (Ustwo Games, 2014)

Um mundo onde cima é baixo, baixo é cima e nem tudo é o que parece. Construído sobre conceitos de ilusão óptica e perspectiva isométrica, e bebendo na fonte das construções impossíveis do holandês M. C. Escher, cada fase de Monument Valley é tanto um quebra-cabeças quanto uma obra de arte; são contemplativas e convidam o jogador a admirá-las mais do que só resolver seus desafios.

No game, você controla a princesa Ida, e precisa interagir com os cenários, desconstruindo-os, mudando sua perspectiva e abrindo novos caminhos para a protagonista, tornando possível resolver os quebra-cabeças. Conforme você avança, as fases se tornam maiores e mais complicadas, e cada uma apresenta uma nova maneira de interagir, provocando refletir sobre as possíveis soluções. Não há tempo, pontuação, ou quaisquer elementos competitivos em Monument Valley; ele é um game para relaxar, se desafiar e admirar o trabalho excepcional da developer.


Super Mario Galaxy (Nintendo, 2007)

Não dá para criar uma lista dessas sem, pelo menos, um jogo do encanador bigodudo! E, talvez, o melhor entre os melhores seja Super Mario Galaxy. Surpreendendo a todos [só que não], Bowser sequestra a princesa Peach e cabe ao nosso velho conhecido resgatá-la – no espaço!

Esse genial platformer galáctico é um dos trabalhos de level design mais inspirados que já vi e, quando você pula de planeta em planeta, não está focando em um único mundo, como a maioria dos games; nele, você tem uma nova experiência em cada planeta. Além disso, há mais power-ups do que nunca: Mario pode patinar no gelo, se transformar numa abelha, se disfarçar de fantasma, atirar bolas de fogo e muito mais!

Super Mario Galaxy é uma aventura gostosa para qualquer idade, e um dos jogos que melhor usam os controles de movimento do Nintendo Wii. Também é um dos games mais bem avaliados da história, graças à sua genialidade sem precedentes. Por fim, recentemente chegou ao Nintendo Switch, em uma coletânea incrível que também conta com Super Mario Sunshine (Nintendo, 2002) e o clássico absoluto Super Mario 64 (Nintendo, 1996).


Just Dance (2009-2020)

Todo adulto sabe que as crianças nos acham uns chatos – e elas têm razão. Mostre pros seus filhos como você é o adulto mais legal do mundo e dança super bem com Just Dance – e passe aquela vergonha certeira. Não há segredos no jogo, você deve imitar os movimentos dos dançarinos na tela, em uma das inúmeras músicas pop e, quanto melhor você dançar, mais pontos vai marcar. É um ótimo jogo para interagir com os baixinhos e, melhor de tudo, tirar a família do sofá e botar pra quebrar.

Just Dance é o jogo de dança definitivo, anos-luz à frente dos clássicos do arcade Dance Dance Revolution (Konami, 1998-2020) e é tão popular, que os títulos mais recentes ainda são lançados para consoles fora de linha!


Mimpi Dreams (Silicon Jelly, 2015)

Este platformer tcheco se passa dentro dos sonhos do cãozinho Mimpi, e seu objetivo é ajudá-lo a se tornar um super-herói. Para isso, é preciso salvar princesas, enfrentar dragões e piratas, superando desafios fáceis e amigáveis, como tocar uma música na ordem correta ou empurrar caixas para acessar plataformas mais altas… é um jogo desenvolvido para crianças, nenhum puzzle é difícil demais.

Como Mimpi é um cachorrinho, não há diálogos no jogo, apenas latidos e grunhidos. A narrativa é puramente visual, e pequenos balões como das histórias em quadrinhos, com desenhos no lugar de palavras, ajudam a contar a história.

Há 57 conquistas no jogo, fantasias e muitos ossinhos para colecionar. Além de muito fofinho, a simplicidade de Mimpi Dreams faz dele uma ótima opção para introduzir jogos de video game no dia-a-dia da criança.


Broken Age (Double Fine, 2014)

Do gênero point and click, conta a história de Shay e Vella, dois adolescentes vivendo em mundos e realidades diferentes, mas com um objetivo comum: quebrar com as tradições que regem suas vidas. Shay é um menino solitário, vivendo em uma espaçonave sob a tutela de duas inteligências artificiais que fazem os papéis de mãe e pai; eVella a menina eleita para ser sacrificada ao monstro Mog Chothra durante o festival anual de seu vilarejo. Suas histórias, embora aparentemente não relacionadas, se cruzam de uma forma surpreendente.

O game foi desenvolvido pelo estúdio encabeçado por Tim Schafer, nome conhecido dos anos 1990, e é uma volta ao passado para quem viveu aquela época, além de excelente introdução ao gênero point and click para a criança que já quer explorar mais o mundo dos games. Charmoso e estranhamente relacionável, Broken Age é uma experiência maravilhosa e recomendada.


Fortnite (Epic Games, 2017)

Mais estratégico, mais colorido e menos violento que outros shooters por aí, Fortnite é uma boa opção para as crianças. O jogo é extremamente popular e com certeza os amigos do seu filho também jogam, fazendo dele uma experiência social.

Apesar de possuir outros modos, o mais jogado – e gratuito – é Battle Royale, no qual cem jogadores competem em uma arena até que reste apenas um, enquanto coletam recursos, constroem barreiras e trabalham em equipe. Quem tem filhos ainda pequenos, que já mostram interesse em Fortnite, mas se preocupa um pouco com a violência do jogo, há ainda o modo Party Royale sem armas.

Poucos jogos serão capazes de unir pais e filhos fãs de shooters, tanto quanto Fortnite. Há infinitas horas de conteúdo na internet para consumir juntos, toneladas de skins para todos os gostos e personagens de franquias famosas. Tem até show de celebridades como Marshmello e Ariana Grande!


Essa foi a primeira parte da lista de games para curtir com as crianças. Quais desses jogos você já conhece? Seus filhos jogam algum deles, além de Fortnite? Que dicas de games você pode dar para a gente jogar com a garotada? Deixe seu comentário! Confira também a Parte 2.

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

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