Games para curtir com as crianças! (Parte 2)

Chegou o Dia das Crianças 😝 O melhor dia do ano! Ninguém precisa ir pra escola! Os pais não podem reclamar de comer hambúrguer no almoço! Vai rolar um presente maneiro! E ainda dá pra passar o dia no videogame!

Ontem publiquei a primeira metade de uma lista de 15 jogos incríveis para você curtir com a garotada. Selecionei alguns games feitos para jogar junto, que sejam desafiadores mas divertidos, estimulem a criatividade e, principalmente, fortaleçam os laços entre pais e filhos. Vamos à lista:

Pikuniku (Sectordub, 2019)

Apesar do visual fofinho e do protagonista que é uma bolota vermelha desengonçada, você vai descobrir que há algo muito sinistro em Pikuniku: um empresário dissimulado está comprando todos os recursos da ilha, fazendo seus habitantes acreditarem que é para o bem de todos.

Cabe a você organizar uma divertida rebelião contra esse BO megalomaníaco, que envolverá muitos chutes e mini-games tais quais basquete com melancias, esconde-esconde e até um duelo de street dance! Sair vitorioso lhe recompensará com itens que vão abrir novos caminhos para o monstro Piku explorar e ajudar os moradores da ilha.

O jogo é fácil para as crianças mas oferece bom desafio, é curtinho mas cheio de lugares para explorar, além de um modo cooperativo perfeito para pais e filhos.


Minecraft (Mojang Studios, 2011)

O segundo game mais vendido da história, Minecraft tem centenas de milhões de jogadores em todas as plataformas imagináveis. Provavelmente seu pequeno já é um deles. Um jogo do estilo sandbox, o que significa possibilidades ilimitadas e nenhum objetivo estabelecido, Minecraft imerge as crianças em criatividade, aventura, geometria e até geologia, enquanto constroem e exploram seus mundos imaginários.

Simples e fácil de jogar, você aprende explorando, experimentando e até consumindo conteúdo da rica comunidade de Minecraft. Como um kit LEGO da era digital, não há limites do que é possível fazer! Pais e filhos que gostam de liberar a criatividade vão amar jogar juntos.


Battletoads (Dlala Studios, 2020)

Você certamente se lembra de Battletoads, uma das franquias mais antigas da Rare e títulos lançados entre 1991 e 1994. Demorou mais de duas décadas para um novo jogo dos sapos briguentos, mas ele está aqui e melhor do que nunca! Se você se preocupa em expor as crianças à violência gratuita, relaxa, porque o humor de Battletoads continua bobo, além do visual cartunesco e exagerado, que dão uma aliviada ao tema.

O game mistura jogabilidades diferentes com fases de plataforma, corridas de obstáculo, shoot’em up, entre outros. A aventura também tem lutas contra chefões, alguns puzzles, e mini-games que demandam destreza. Mas o bom é que a dificuldade foi reduzida, se comparada aos games dos anos 90. No modo single player, você alterna entre os três lutadores e, caso um deles morra, é só aguarda-lo recuperar a vida; já no multiplayer co-op local, um jogador pode reviver o outro sempre que precisar! É pancadaria da boa pra toda família.


Mario Kart 8 (Nintendo, 2014)

As crianças podem pegar jogos de corrida em qualquer idade mas, vamos combinar, Mario Kart é o melhor de todos. Cheio de tudo que é “a cara” da Nintendo, o jogo é super colorido, super divertido, fácil de jogar nas dificuldades mais baixas, e altamente competitivo – vale comentar que Mario Kart é conhecido pelo efeito elástico, mecânica “escondida” que faz com que os jogadores estejam sempre próximos uns aos outros, garantindo a todos chances iguais de vitória, perfeito para se divertir com pessoas de qualquer nível de habilidade nos games.

Mario Kart 8 – e seu recente relançamento Deluxe – mantém a fórmula que fez da franquia tão popular, mas com inúmeras novidades, visual maravilhoso e infinita rejogabilidade. É o jogo de corrida que coloca um sorrido no rosto de qualquer um, que nos conecta, e diverte a família toda.


Stardew Valley (Eric Barone, 2016)

Apesar da aparência fofinha, Stardew Valley é um game profundo, fácil de pegar mas difícil de dominar, cheio de possibilidades para liberar a criatividade, acessível para os pequenos mas rico o suficiente para jogadores mais experientes.

Não há objetivos específicos, mas centenas de tarefas a cumprir, personagens para conhecer, estabelecer relações, e um forte senso de progresso conforme você faz melhorias na sua fazenda e na comunidade toda. Em cada estação do ano há novos legumes, frutas e flores para plantar e colher; animais para criar, peixes para pescar; lugares para explorar e conteúdo quase infinito.

Eu mesmo já estou com mais de 300 horas de jogo e mirando fechar 100%. Já fiz quase tudo que há pra fazer no jogo, e mesmo assim passei as últimas semanas dedicado somente em deixar minha fazenda com um layout mais “realista”. Stardew Valley permite jogar sozinho ou em até quatro pessoas, e pode ter certeza que é uma opção fantástica para pais e filhos.


The Sims 4 (Maxis, 2014)

As crianças vão amar The Sims porque, nele, você pode ser quem quiser, viver como quiser, criar seu mundo como quiser e soltar a imaginação. É muito divertido construir casas, crescer profissionalmente, cuidar de sua família virtual, viajar para diferentes lugares e tudo mais que esse simulador de vida permite. Ah, é claro, tocar o caos está liberado! Quer uma casa cheia de cachorros? Vai fundo! Quer se relacionar com um vampiro? Tem meu apoio! Quer matar seu vizinho afogado? Hmmm… ok. Não há limites do que fazer em The Sims.

Há inúmeras expansões de conteúdo para escolher, então há sempre algo novo acontecendo. Um gostinho da vida na Universidade, experiências com magia, viver de maneira sustentável e até curtir a tranquilidade da fazenda. The Sims continua uma das experiências de jogo mais estimulantes até hoje – minha namorada que o diga, com quase 1.000 horas de jogo –, e é certo que vai inspirar as crianças.


Unravel (Coldwood Interactive, 2016)

Com seu pequeno herói feito de lã, esse doce e curto puzzle platformer sueco é sobre como o amor conecta a todos nós. Através de fotografias e memórias esvanecidas, o pequeno Yarny explora momentos significantes na vida de uma idosa, memórias felizes como viagens à praia e às montanhas, e outras sombrias, como a destruição da rica vida rural à qual estava acostumada, ou a morte do marido.

Os ambientes são lindíssimos, representando cenários rurais da Suécia, criados com carinho até o menor dos detalhes. O pequeno Yarny também é uma graça, e capaz de expressar inúmeros sentimentos sem uma única palavra, nem sequer ter um rosto. Ainda assim, é humano e relacionável como poucos personagens de video game.

Unravel é sobre os altos e baixos da vida, um game que condensa uma vida inteira de memórias em puzzles únicos. É profundo mas faz isso de uma forma fofa, uma experiência que vale a pena vivenciar com as crianças.


E aí, o que achou das sugestões? Espero que tenha gostado, mas quero que você dê algumas dicas também! Você joga videogame com seus filhos? Compartilhe sua experiência com a gente. E não deixe de conferir a Parte 1 da lista.

Flávio

Me formei na faculdade de Design em 2007, sou apaixonado pela minha profissão, por rock'n'roll, cozinhar, jogar video game, por Star Wars e hamburger. Colaborador do Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras.

O que você acha?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s